Quando Jaqueline chegou em casa, já se passava da uma e meia.
Ela tinha prometido que ia ligar para George a fim de informá-lo de que estava bem, mas, naquele momento, preferiu não falar e optou por enviar a ele uma mensagem.
[George, já estou em casa, não se preocupe.]
George respondeu prontamente: [Tudo bem, fico aliviado que tenha chegado em casa.]
Jaqueline se sentou no sofá, empenhada em pesquisar informações sobre aluguel de imóveis na Cidade dos Sonhos, esse era o nome da cidade que ela escolheu para morar. Ela partiria em dois dias.
Aquela noite seria dedicada a acompanhar Nádia a um encontro com Roberto. O dia seguinte estava reservado para passar tempo com Catarina, antes de sua partida.
Em silêncio, Jaqueline planejava suas atividades ao chegar ao novo destino.
Pretendia adquirir uma vasta quantidade de livros para ler durante a gestação e, após o nascimento do bebê, tinha planos de iniciar um mestrado.
Apesar do divórcio recente, se considerava afortunada. Afinal, não tinha preocupações financeiras, pois possuía ações do Grupo Século e mantinha uma considerável quantia no banco.
Jaqueline sempre foi econômica, evitando desperdícios, inclusive de água, e nunca se deixou seduzir por luxos desnecessários, se perguntando quantas gerações levaria para gastar toda aquela fortuna.
Enquanto verificava as opções de aluguel, o telefone de Jaqueline acumulava notificações. Após uma longa busca, finalmente selecionou algumas opções interessantes.
Estava prestes a ligar para obter mais informações quando o toque do telefone interrompeu seus pensamentos.
Jaqueline atendeu:
— Alô, George.
— Jaqueline, estou em frente ao teu prédio. Posso subir?
— Em frente ao meu prédio? — Jaqueline correu até a janela, abriu a cortina e avistou um carro estacionado não muito distante, com George acenando para ela.
— George, por que veio até aqui?
— Você disse que queria conversar pessoalmente sobre o assunto do meu pai, então vim para saber do que se trata. Não se preocupe, não vou demorar, basta dez minutos. Posso subir?
George já estava ali e Jaqueline não podia simplesmente mandá-lo embora, além do mais, ela tinha tempo.
— Então está bem, pode subir. Vou abrir a porta para você.
Não demorou muito, George apareceu na porta. Ele se mostrava visivelmente apressado, com uma expressão preocupada, e, assim que entrou, indagou:
— Não houve nenhum problema no encontro com meu pai hoje, houve?
Jaqueline suspirou resignada e, na frente de George, deu uma volta completa:
— Olha só, estou inteira, não me falta braço nem perna. Quer contar para ver se não falta algum cabelo?
Ao ouvir Jaqueline fazer piada, George percebeu que ela realmente parecia estar bem.
— Que bom, você disse que tinha algo para me contar depois do encontro, pode falar agora?
— Seu pai mencionou que você vai casar, é verdade?
George se mostrou surpreso:
— Eu vou casar? Ele te disse isso?
Jaqueline confirmou com a cabeça:

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