"Eu casei com Roberto por amor, sem nenhum interesse, mas mesmo assim acabamos nos divorciando. Então, o que realmente sustenta um casamento? Nem por amor nem por interesse parece funcionar. Não é de admirar que mais e mais pessoas escolham não se casar, preferindo viver sozinhas e desfrutar de sua liberdade."
Jaqueline respirou fundo, tentando controlar suas emoções antes de falar:
— George é seu filho biológico, você não se importa com a felicidade dele?
— O que você está sugerindo, que você pode torná-lo feliz? Então me diga, como você acha que ele pode ser feliz?
— Deixando que ele escolha. — Disse Jaqueline. — Ele tem o direito de escolher a mulher que deseja. O casamento dele deve ser decidido por ele mesmo, independente do resultado, deve ser a escolha dele, e não algo imposto por outros.
Reginaldo ajustou calmamente os punhos da camisa:
— Então você realmente se importa com ele, que pena... — Ele suspirou levemente.
— Que pena o quê? — Perguntou Jaqueline.
Antes que Reginaldo pudesse responder, Nádia voltou:
— Sobre o que vocês dois estão falando?
Reginaldo sorriu:
— Nada demais, só comentando como você, como sogra, é realmente boa para sua nora, mesmo após o divórcio, ainda é tudo em família.
— Presidente Reginaldo, agora que nos conhecemos e já terminamos a refeição, eu e Jaqueline vamos nos retirar.
Nádia não queria ficar ali nem mais um segundo.
Jaqueline também se levantou, ajustou suas roupas e seguiu Nádia.
Reginaldo acenou com a cabeça:
— Eu as acompanho até a saída.
— Não precisa, nós mesmas podemos ir, Presidente Reginaldo, por favor, fique.
Após dizer isso, Nádia se virou, lançando um olhar para Jaqueline:
— Vamos.
...

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