— Então está bem, agora vou passar o telefone para sua mãe, e vocês combinam um horário.
Jaqueline devolveu o celular para Nádia.
Nádia ainda estava se recuperando da intervenção de Jaqueline quando pegou o celular e o encostou ao ouvido.
Roberto falou algo do outro lado da linha, e Nádia concordou com a cabeça:
— Tudo bem, estou ciente. Então está combinado. Até logo.
Após desligar, Nádia se virou para Jaqueline e disse:
— Eu e ele já marcamos o horário e o local.
Jaqueline suspirou aliviada, ela apenas tentou, sem realmente esperar que funcionasse.
— Que bom, só espero que vocês possam ter uma boa conversa quando chegar a hora, e por favor, não briguem. Vocês já perderam tempo demais, devem valorizar cada momento juntos, afinal, vocês são mãe e filho. Eu sei que você ama muito seu filho e sei que Roberto precisa muito de você.
Nádia se sentiu um pouco envergonhada:
— Talvez eu realmente não saiba como ser uma mãe, estou presa demais no meu próprio mundo, vivi metade da minha vida e ainda não sou tão sábia quanto você, que é tão jovem.
Nádia suspirou.
Jaqueline se aproximou e deu um leve tapinha no ombro de Nádia:
— Não se preocupe, ainda há tempo.
— Você pode me acompanhar na hora? — Nádia segurou sua mão. — Eu ficaria muito nervosa sozinha.
— Eu te acompanho, mas você e seu filho precisam de um tempo a sós, eu não vou atrapalhar?
— Não há o que atrapalhar. — Nádia assegurou. — Somos mãe e filho, e se não fosse por você, talvez não tivéssemos essa oportunidade de conversar a sós. Sua presença também pode servir de amortecedor, prevenindo qualquer situação indesejada.
Jaqueline pensou por um momento, então concordou:
— Tudo bem, então.
Nesse instante, o celular de Nádia tocou novamente, ela atendeu prontamente:
— Alô. Já disse antes, esse empréstimo não pode ser aprovado. O que você disse? Então me envie os documentos preparados pelo Grupo Nuvem Branca.

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