Jaqueline de repente agarrou a manga de Nádia, chacoalhou ela com força e, desesperada, balançou a cabeça, murmurando silenciosamente com os lábios:
— Pergunte a ele quando ele estará livre, você pode esperar.
O canto da boca de Nádia tremeu, ela tossiu secamente e apagou o cigarro que segurava na mão:
— Então, quando você estará livre? Não pode estar sempre ocupado.
— Estou sempre ocupado, não tenho tempo.
A recusa impiedosa fez Nádia franzir levemente as sobrancelhas, sentindo uma pontada de dor no coração ao perceber que Roberto não desejava jantar com ela, nem ver sua mãe.
Antes que Jaqueline pudesse intervir, Nádia tentou mais uma vez:
— Você realmente não tem tempo? Nem mesmo meia hora?
— Desculpe, não.
Nádia apertou o telefone em sua mão, forçou um sorriso amargo e disse:
— Tudo bem, então. Você está ocupado, não vou incomodar.
Quando Nádia estava prestes a desligar o telefone, Jaqueline rapidamente pegou o celular dela e falou para a pessoa do outro lado:
— Roberto.
Ao ouvir seu nome sendo chamado por aquela voz familiar, Roberto ficou surpreso:
— Jaqueline, é você?
— Isso mesmo, sou eu. — Jaqueline afirmou. — Estou aqui com sua mãe.
— Por que você está aí?
— Não importa por que estou aqui. Por que você recusou o convite para jantar de sua mãe?
— Não tenho tempo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esposa grávida fugiu, o CEO marido lutou para a reconquistar