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Entre Céus e Adeus romance Capítulo 406

— Me dê uma chance, uma chance de compensar você.

O coração de Rosângela Nunes virou uma bagunça com essas palavras. Ela puxou a mão com força, recuou um passo, criando distância entre os dois.

— Henrique Gomes, a palavra "chance" já não existe mais entre nós.

Ela o encarou, com um olhar claro e decidido.

— Nossa colaboração acabou. De agora em diante, cada um segue o seu próprio caminho, sem termos mais nada a ver um com o outro.

Após dizer isso, ela nem sequer olhou para trás. Entrou em seu próprio carro, ligou o motor e partiu, deixando-o comendo poeira.

Henrique Gomes ficou parado no mesmo lugar, observando o carro dela desaparecer no fim da rua. Sua figura alta parecia excepcionalmente solitária sob a luz do sol da manhã.

Fazenda Santa Aurora.

Quando Rosângela Nunes chegou, Vasco Rodrigues, para sua surpresa, também estava lá.

Ele estava fazendo companhia a Ricardo Laurentino, jogando xadrez no pátio.

Ao ver Rosângela Nunes, Ricardo Laurentino acariciou a barba e sorriu abertamente:

— A garota chegou! Venha cá, venha ver como o péssimo jogador do Vasco foi massacrado por mim de novo.

Vasco Rodrigues deu de ombros, com uma expressão de quem não se importava:

— Respeito aos mais velhos, sabe como é? Eu só estava pegando leve com o senhor.

Rosângela Nunes se aproximou, cumprimentou o professor e fez um relatório detalhado sobre a conclusão bem-sucedida do projeto.

Ricardo Laurentino ouviu tudo e assentiu com satisfação:

— Bom trabalho. Não me envergonhou.

Ele olhou para Rosângela Nunes, com um olhar que carregava ainda mais afeto:

— Só que você emagreceu um pouco. Não se esforce tanto, a sua saúde vem em primeiro lugar.

O coração de Rosângela Nunes se aqueceu.

Ao sair do escritório, Vasco Rodrigues a seguiu.

— E então? Levou uma bronca minha ontem à noite e veio buscar consolo com o professor?

Ele estava com as mãos nos bolsos, ainda com aquele tom provocador de quem pedia para apanhar.

Rosângela Nunes o ignorou.

Porém, Vasco Rodrigues tirou do bolso uma caixinha de veludo refinada e estendeu na frente dela.

— Toma. É para você.

— Obrigada, Vasco.

— Tá bom, chega de melodrama.

Vasco Rodrigues pareceu um pouco desconfortável sob o olhar dela e voltou à sua habitual postura preguiçosa.

— Vamos logo. O seu veterano vai te levar para comer algo bom e comemorar o seu dia.

Os dois foram a um renomado bistrô exclusivo no centro da cidade.

O ambiente era muito elegante. Vasco Rodrigues claramente era um cliente habitual ali, pois o gerente os guiou pessoalmente até uma sala reservada perto da janela.

Após fazerem os pedidos, Vasco Rodrigues serviu uma xícara de chá para ela:

— Diga logo, você veio ver o professor hoje porque tinha outro assunto, não é?

Rosângela Nunes assentiu. Ela estava prestes a contar a ele sobre Eva Ribeiro, quando a porta da sala reservada foi aberta por fora.

— Que coincidência! Dr. Rodrigues, Srta. Nunes, vocês também estão comendo aqui?

Um rosto com maquiagem impecável espiou para dentro. Era "Diamela Santos".

E, atrás dela, estava um Henrique Gomes com o rosto sombrio.

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