— É sério? Obrigado, senhor! — Os grandes e belos olhos de Caio se voltaram para Hugo.
Em seguida, Caio trocou imediatamente de lugar com Hugo.
Hugo sentou-se ao lado de Bernardo.
E do outro lado de Bernardo estavam Cora e Caio.
Durante todo o tempo, Bernardo não disse uma palavra.
Mas, assim que Hugo se sentou ao seu lado, o braço de Bernardo repousou naturalmente atrás do encosto da cadeira de Cora.
Parecia que ele a estava abraçando.
Cora não disse nada.
Pensou consigo mesma que, estando num teatro, Bernardo não poderia fazer nada de mais.
Nesse cenário, a peça começou lentamente.
Como não era uma peça infantil, Caio logo começou a sentir sono.
Além disso, o aquecedor do ambiente já estava ligado.
Aquela sensação de sonolência tornou-se evidente.
E quando as luzes se apagaram, a mão de Bernardo abraçou naturalmente o ombro de Cora.
Sob os olhares do público, Cora não ousava fazer movimentos bruscos.
No fim, Cora ficou cada vez mais passiva na situação.
Mas, durante toda a apresentação, Bernardo não fez nenhum outro movimento excessivo.
A peça terminou, deixando uma sensação de algo incompleto.
Quando as cortinas se fecharam, Caio já havia adormecido profundamente.
Dormiu ali mesmo, encostado em Cora.
Ele a abraçava e se recusava a soltar de qualquer maneira.
Cora conhecia Caio; se fosse acordado no meio do sono, faria um escândalo sem se importar com nada.
Ao ver aquela cena, Hugo também se sentiu extremamente impotente.
— Desculpe, meu filho é muito apegado à Cora. — Bernardo falou, sendo direto e sem rodeios.
Em seguida, Bernardo olhou para Cora.
Sem dizer mais nada, ele se levantou, pronto para sair.
Cora olhou para Bernardo, chocada.
Ela achou que ele era um grande canalha.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Encurralada pelo Meu Ex-Marido Obsessivo
Não entendi nada pq o diálogo dessa negociação mudou para essa linguagem nórdica....