Nessa situação, as palmas das mãos de Cora Fernandes se fecharam em punhos, começando a transpirar levemente.
— O que foi? — perguntou Hugo Valente a Cora, com evidente preocupação.
— Não é nada. Só achei a comida deliciosa e estava tentando lembrar se o sabor é o mesmo do que comi na Cidade Y. — Cora inventou uma desculpa qualquer.
Hugo sorriu, acompanhando a deixa.
Os dois continuaram a conversar.
O olhar de Cora não se dirigia mais a Bernardo Pereira.
No entanto, devido à tensão, ela ainda o observava pelo canto do olho.
Isso durou até que Bernardo finalmente fosse embora.
Cora ficou um pouco surpresa.
Não esperava que Bernardo partisse sem fazer nenhum escândalo.
Mas logo, ela recuperou a calma.
Afinal, ela já havia deixado as coisas muito claras anteriormente.
Bernardo deixaria o apartamento em três dias.
A partir desse momento, não teriam mais nenhum vínculo.
Portanto, conhecendo o temperamento de Bernardo, era de se esperar que ele não fizesse nenhuma loucura agora.
Pensando nisso, Cora abaixou o olhar.
Um impulso interno de repente se tornou evidente.
Ela precisava embarcar em um novo romance.
Só assim conseguiria deixar a história com Bernardo definitivamente para trás.
Cora respirou fundo.
Naquele momento, o almoço já estava chegando ao fim.
Hugo pousou os talheres e olhou para ela:
— Cora.
— Sim? — respondeu ela.
— Posso te chamar só de Cora? — perguntou Hugo, com suavidade.
— Claro. — Cora concordou com naturalidade.
Hugo, de forma muito natural, pronunciou:
— Cora.
Cora não disse mais nada por iniciativa própria.
Porém, pelo olhar de Hugo, Cora já imaginava o que ele estava prestes a dizer.
Ela preferiu não antecipar as palavras dele.
— Vamos ficar juntos? — perguntou Hugo, com extrema ternura.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Encurralada pelo Meu Ex-Marido Obsessivo
Não entendi nada pq o diálogo dessa negociação mudou para essa linguagem nórdica....