Mas o desconforto em seu ventre era inegável; sem forças para falar, ela fechou os olhos, fingindo dormir.
Vinte minutos depois, o carro parou em frente ao hospital.
Horácio desceu imediatamente, carregando Adelina nos braços.
O carro de Bernardo também já havia chegado.
Adelina agarrou a mão de Horácio:
— Horácio, você precisa salvar este bebê, eu imploro...
Era uma súplica desesperada.
Qualquer um que ouvisse as palavras de Adelina sentiria que o amor dela por aquela criança já estava enraizado em sua alma.
— Não me importo se custar a minha vida, mas quero que meu filho viva. Com essas semanas de gestação, ele já consegue sobreviver. — A voz de Adelina soava cada vez mais sombria e desolada.
— Pare de falar bobagens, nada de ruim vai acontecer. — Horácio a aconselhou com calma.
Contudo, diante daquela situação, nem ele tinha certeza.
Durante todo o trajeto, Horácio não trocou uma palavra com Bernardo, apressando-se em levar Adelina para o interior do hospital.
O médico já estava de prontidão.
Ao receber Adelina, a expressão do profissional também era de extrema gravidade.
— Salvem ela! — Bernardo já havia entrado logo atrás, encarando o médico com frieza.
Rapidamente, Adelina foi levada para a sala de emergência.
Só então Horácio voltou seu olhar para Bernardo.
Bernardo não disse nada, apenas permaneceu ali, em um silêncio absoluto.
De repente, com um movimento rápido e impiedoso, Horácio desferiu um soco no rosto de Bernardo.
Bernardo cambaleou, pego de surpresa, mas logo se recuperou, e os dois partiram para a agressão física.
Parecia uma forma de extravasar as emoções reprimidas.
Tanto para Horácio quanto para Bernardo.
VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Encurralada pelo Meu Ex-Marido Obsessivo