Bernardo estava tão chocado que não conseguia raciocinar.
Ele ficou ali, apenas tentando digerir o impacto devastador das palavras de Horácio.
Horácio, por sua vez, silenciou-se assim que terminou de falar.
Os dois permaneceram parados em um silêncio profundo, nenhum deles ousando quebrar aquela quietude.
Isso durou até que a luz da sala de emergência se apagasse.
Com os olhos avermelhados, Bernardo caminhou apressadamente em direção ao médico.
— Como ela está? — ele perguntou diretamente.
— Não muito bem, a situação é bastante grave. Conseguimos salvar o bebê com muita dificuldade, pois a exigência da paciente foi incrivelmente forte. — O médico balançou a cabeça, desamparado.
O estado da criança era delicado.
Mas o de Adelina era ainda pior.
Mesmo que decidissem induzir o parto prematuro, teriam que esperar a febre alta de Adelina ceder.
Caso contrário, seria o mesmo que assinar uma sentença de morte.
Contudo, o médico não detalhou essas partes.
Ele presumiu que Bernardo já compreendesse, afinal, o relacionamento deles era de conhecimento geral.
— Sr. Pereira, imagino que já esteja a par do tumor cerebral da Sra. Botelho. — O médico abordou o ponto mais crítico.
A expressão de Bernardo ficou severa:
— Não importa quantos recursos financeiros, tempo ou especialistas sejam necessários, eu preciso que ela fique sã e salva.
O médico suspirou, seu rosto revelando ainda mais aflição.
— Já realizamos várias juntas médicas com a equipe de Massachusetts. É muito difícil para qualquer um de nós estar otimista. — O médico foi franco.
A avaliação que o médico passou para Bernardo era praticamente a mesma que Horácio havia descrito.
Em resumo, o cenário não era nada promissor.

VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Encurralada pelo Meu Ex-Marido Obsessivo