No caminho, Daniel já havia ligado para o médico de antemão.
O médico já estava à espera deles.
Ao ver a condição de Cora, com a parte inferior do corpo praticamente encharcada de sangue...
...a expressão do médico mudou drasticamente. Ele e seus assistentes a levaram às pressas para a sala de emergência.
— Quem devemos priorizar: a mãe ou o bebê? — O médico perguntou a Daniel com frieza profissional.
— A mãe. — A resposta de Daniel foi igualmente direta.
O médico assentiu com a cabeça.
E, em seguida, entrou rapidamente na sala de cirurgia.
Naquela situação, se optassem por priorizar o bebê, havia o risco de que o choque levasse a mãe à loucura.
Afinal, com aqueles meses de gestação, o bebê já tinha boas chances de sobreviver fora do útero.
Quanto ao que havia causado aquele estado terrível na gestante, o médico preferiu não fazer perguntas.
Logo, as portas da emergência se fecharam.
O tempo todo, Daniel permaneceu do lado de fora, parado em silêncio absoluto, como uma estátua.
Cerca de uma hora depois, as portas se abriram novamente.
O médico saiu, com o rosto ainda carregado de seriedade.
Daniel imediatamente foi ao seu encontro.
— Como está a situação? — Daniel fez o possível para manter a postura, mas um leve tremor em sua voz revelava sua ansiedade.
— A situação era delicada, mas conseguimos estabilizar ambas. Mãe e filha estão a salvo por agora. A criança é extremamente forte; mesmo naquelas condições, conseguiu se segurar firmemente à vida. — O médico deu um resumo rápido do quadro clínico.
Durante toda a explicação, o olhar do médico sobre Daniel não se suavizou.
— A paciente demonstrou uma vontade ferrenha de manter o bebê vivo, o que pode ser considerado um milagre. No entanto, se ocorrer outro episódio como esse, ninguém poderá garantir o desfecho.
Com o cenho franzido, o médico fez questão de ser completamente transparente.
Daniel, com uma das mãos no bolso, continuou de pé no mesmo lugar e soltou apenas um leve murmúrio de concordância.
— E como ela está se sentindo agora? — Daniel perguntou sobre Cora.
— Ela não está bem e precisa de repouso absoluto. O estado emocional dela estava em um nível de estresse perigoso. Além disso, a gravidez sempre teve seus riscos de instabilidade. — O médico respondeu com sinceridade, descrevendo o desgaste físico e emocional.
Enquanto os dois conversavam, Cora já estava sendo levada para fora da sala de cirurgia em uma maca.
Ela permanecia inconsciente.
Havia um acesso de soro em seu pulso.
A palidez do seu rosto era perturbadora.
Daniel não disse mais nada, limitando-se a acompanhar a maca em silêncio até o quarto do hospital.
— Ela deve acordar em mais ou menos meia hora. — O médico informou rapidamente.
— Certo. — Daniel assentiu.

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