Bernardo já havia dirigido de volta para a mansão.
Assim que se aproximou do quarto principal, ouviu barulhos vindos do banheiro.
Sem pensar duas vezes, ele correu rapidamente em direção ao banheiro.
Logo, viu a silhueta esguia de Cora curvada sobre o vaso sanitário, vomitando.
Cora já estava com seis meses de gravidez e não sentia mais enjoos matinais há muito tempo.
Mas, por algum motivo, naquela noite a náusea e o desconforto estomacal haviam voltado com força.
Ela não conseguia se controlar.
Mesmo depois de vomitar até não sobrar nada, ela continuava sem conseguir se recompor.
— Por que você voltou a vomitar? — Bernardo aproximou-se dela, com o cenho franzido, e perguntou.
Ao ouvir a voz de Bernardo, em vez de se aliviar, Cora foi tomada pelo medo.
Ela virou-se bruscamente para olhá-lo, com o instinto imediato de fugir.
Estava tão apavorada que sequer se importou com seu próprio estado deplorável e tenso.
— Por que você está fugindo? — Bernardo segurou o pulso fino dela sem hesitar.
No momento em que sua mão grande envolveu o braço de Cora, sua testa se enrugou.
Ele teve a nítida sensação de que ela havia emagrecido ainda mais.
O toque em sua palma revelava apenas ossos, sem nenhuma carne.
E pensar que ela era uma mulher grávida.
Em comparação com ela, Adelina parecia ter muito mais curvas e saúde.
Afinal, todos estavam sempre ao redor de Adelina, cuidando dela, então era natural que não lhe faltasse nada.
Esse pensamento fez com que Bernardo franzisse ainda mais o cenho.
Enquanto isso, sendo segurada, Cora disse desesperadamente:
— Bernardo, me solta! Me solta!
Provavelmente por ter vomitado por tanto tempo, sua voz soava extremamente fraca.
E estava completamente rouca.
Mesmo assim, ainda era possível notar a resistência e a aversão em suas palavras.

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