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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1237

— Perder o título de "jovem mestre da família Âncora" não é a pior coisa do mundo. — Naiara continuou, a voz controlada. — A partir de agora, você pode fazer o que realmente deseja, ir atrás dos seus próprios sonhos, e viver a vida nos seus próprios termos. O que vier daqui para frente é o que será, de fato, a sua verdadeira vida. Jogar tudo isso fora... não seria um desperdício doloroso?

Ambos se encararam em silêncio.

Fausto não prolongou a discussão sobre o seu destino. Em vez disso, mudou repentinamente de assunto.

— Você é inteligente. Por acaso não deduziu quem foi que enviou todas aquelas provas irrefutáveis?

Naiara abriu um sorriso enigmático, as feições relaxadas.

— Prefiro não tentar adivinhar.

--

Assim que Naiara saiu pelas portas da delegacia, Bia veio correndo em sua direção.

— Cunhada! Como ele está?

Naiara ergueu a mão para bloquear o sol forte que ofuscava os seus olhos.

— Não sei.

Bia a seguiu, impaciente.

— Como assim não sabe? Você ficou lá dentro conversando com ele esse tempo todo!

Os guarda-costas abriram um guarda-chuva sobre a cabeça de Naiara, protegendo-a do calor excruciante.

O tempo voava. Num piscar de olhos, já havia se passado quase um ano. Doze meses pareciam pouco tempo, mas tantas coisas haviam acontecido. A sua vida agora tinha muito mais amigos, uma família que a apoiava e a chegada de um novo membro em breve. Mas ela também havia perdido pessoas preciosas.

Bia agarrou o braço de Naiara, balançando-a de leve.

— Cunhada, me conta, por favor!

Naiara virou-se para ela, os lábios curvados num sorriso leve.

— Eu conto, mas primeiro você tem que me responder uma coisa com sinceridade.

— Tá bom, pode perguntar.

— Você se apaixonou por ele?

Bia parou e refletiu seriamente sobre a pergunta. Por fim, a sua resposta foi genuína:

— Eu não sei. Eu só sinto muita pena dele. Ele está sempre sendo usado pelos outros, não tem vida própria. Eu só quero ajudá-lo. Quero ver ele um pouco mais feliz, não gosto de ver aquele rosto amarrado, como se nunca soubesse sorrir.

Naiara tocou a bochecha onde a garota havia beijado e balançou a cabeça, sorrindo. Engraçado, aquele jeito impulsivo de agradecer lembrava muito alguém.

Alguém...

As coisas já haviam chegado àquele ponto. Ele deveria estar voltando para casa.

— Ah, me lembrei! — Bia voltou correndo, interrompendo os pensamentos dela. — Cunhada, você não disse que conhecia um treinador de automobilismo super famoso? Você vai mesmo apresentar o Fausto para ele?

Naiara de repente avistou uma silhueta no lado oposto da rua. Por um segundo, achou que seus olhos a estavam traindo. Mas, ao ter certeza de que não era uma miragem, o seu sorriso se alargou. Sem responder à garota, ela começou a caminhar em direção ao homem.

— Cunhada! Você não respondeu à minha pergunta! Cunhada...!

Bia parou e semicerrou os olhos. Ué? Quem era aquele homem?

Ela esticou o pescoço tentando espiar e fez menção de seguir Naiara, mas foi discretamente contida por um dos guarda-costas.

— Senhorita, aquele é o irmão da senhora Naiara. É melhor não interromper.

Bia ficou paralisada, a boca ligeiramente aberta, encarando a cena de longe.

Então aquele era o tal Cássio? Que homem impressionante...

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