Mesmo que Luciana se ajoelhasse em penitência agora, era provável que o General Magnus sequer se dignasse a olhar para o seu rosto.
— Parabéns, Naiara. Você finalmente encontrou quem tanto procurava.
Naiara deu um leve sorriso.
— Obrigada.
— Então... você vai morar com o seu pai agora?
— Eu sou a nora da família Xavier, naturalmente vou ficar com a minha família. Além disso, o meu pai não ficará em Rio Belo para sempre. Ele tem os compromissos dele na base militar.
Luciana a observou com tristeza.
— Você deve ficar muito triste quando ele vai embora, não é?
Naiara balançou a cabeça suavemente.
— Eu já estou satisfeita. Embora não possamos estar juntos o tempo todo, pelo menos o encontrei, e ele me reconheceu. Já vivemos momentos maravilhosos como pai e filha. Para mim, é o suficiente.
Luciana olhou para a jovem que ela quase destruiu com as próprias mãos. Pela primeira vez na vida, sentiu-se profundamente humilhada diante da grandiosidade dela. Naiara era uma boa pessoa. Alguém que sempre conseguia se colocar no lugar do outro e encontrar paz.
— Ah, a propósito, eu comprei algumas roupas para você.
Naiara olhou para o relógio antes de continuar.
— O tempo está esquentando, então comprei duas peças mais leves. Lembro que você sempre foi vaidosa, então escolhi cores mais vivas.
Luciana abriu a boca, mas as palavras não saíam. No fim, ela conseguiu sussurrar apenas uma frase.
— Muito obrigada.
Se no passado ela tivesse tratado essa menina com amor, a família deles seria a mais feliz de todas. Mas ela destruiu tudo. Estar trancada naquela prisão sombria todos os dias era o castigo que ela merecia.
Quando Naiara fez menção de se levantar, Luciana hesitou, relutante em deixá-la ir.
Contudo, Ricardo não havia chegado onde estava sendo um idiota. Ele provavelmente já previa que esse dia chegaria, por isso preparou sua defesa com antecedência e elaborou formas de se eximir. A polícia, sem provas cabais no início, quase precisou soltá-lo.
Até que receberam uma pilha de documentos anônimos.
Quando os investigadores abriram as pastas, ficaram boquiabertos. Comparados aos crimes iniciais, o que estava ali era o suficiente para garantir a Ricardo uma sentença de morte. As páginas detalhavam, um por um, os negócios ilícitos escondidos sob a fachada das empresas da família Âncora. Captação ilegal de recursos, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e até mesmo um assombroso esquema de tráfico de órgãos.
Aquela havia sido a principal rota de enriquecimento de Ricardo durante anos. Nos bastidores obscuros da alta sociedade, milhares de famílias foram destruídas pelas mãos dele. Todos os bens da família Âncora foram congelados imediatamente.
E quem também foi levado algemado nessa operação foi Fausto Âncora.
No dia seguinte.
Naiara encontrou-se com Fausto na sala de visitas da delegacia. Ele estava como de costume: inexpressivo. Se a situação era boa ou ruim, não parecia fazer diferença para ele. Mas, ao ver que era Naiara do outro lado do vidro, um traço de surpresa atravessou os seus olhos escuros.
— Nunca imaginei que a última pessoa a vir me ver seria você.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
A história foi ótima. Só não gostei da morte da Quitéria. Ela sofreu tanto e quando estava começando a ser feliz, foi assassinada....
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...