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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1201

— Sra. Naiara! Ainda precisamos investigar? É óbvio que foi obra de Ricardo Âncora!

Ele sempre encontrava um bode expiatório para fazer o trabalho sujo. Depois, sem deixar qualquer rastro de provas, saía com as mãos limpas. Apenas aquele animal do Ricardo Âncora seria capaz de fazer algo assim!

Naiara arrumou delicadamente as cobertas para a pessoa deitada na cama e, apoiando-se na mesa de cabeceira, sentou-se devagar.

— Você planeja ir até lá apenas para morrer? — a voz dela soou fria e contida.

— Eu não tenho medo da morte! — exclamou José, com os olhos injetados. — Ele deixou o Sr. Henrique nesse estado, e o tio Eduardo...

— Sra. Naiara! Apenas me deixe ir, eu não me importo de morrer!

— Mas eu tenho medo. — Naiara respirou fundo.

A cada inspiração e expiração, seu peito doía de forma insuportável.

— Não quero ver as pessoas ao meu redor caindo em desgraça, uma após a outra.

— Sra. Naiara...

— José. — Naiara abaixou a cabeça, escondendo a densa escuridão em seu olhar. — Meu sogro está nesse estado agora, e eu não darei conta de tudo sozinha. Você precisa cuidar dele por mim. Só com você ao meu lado eu posso ficar tranquila.

— E vamos simplesmente deixar isso para lá? — retrucou José, inconformado.

— Isso não vai ficar assim.

Uma voz grave e firme chegou acompanhada de passos apressados. Naiara ergueu o olhar.

— Cícero.

Ele se aproximou e, pela primeira vez, tocou de leve no braço de Naiara para confortá-la.

— Eu ainda estou aqui. Não tenha medo.

Naiara balançou a cabeça suavemente.

— Eu não tenho medo.

— Me dê três dias — garantiu Cícero. — Eu vou descobrir se isso tem alguma ligação com o Ricardo Âncora. Se tiver...

— Cícero. — Naiara o interrompeu, com os olhos transbordando de uma preocupação silenciosa. — Eu mandei mensagem para o Afonso, mas até agora ele não me respondeu.

Isso era extremamente incomum. Havia algo errado. Tudo parecia estar fora do lugar.

Cícero hesitou por um segundo.

— Talvez ele esteja ocupado.

— Não. Mesmo ocupado, ele sempre me responde rápido. Você...

— Vou atrás dele.

— Cícero. — Com uma expressão desolada, Naiara levantou-se e caminhou lentamente até ele. — Se for possível... me ajude.

Havia muitas coisas que ela precisaria fazer a seguir, e precisaria da ajuda de Cícero para todas elas.

— Você não precisa nem pedir — respondeu Cícero, resoluto. — Eu sei o que devo fazer.

Ele deu alguns passos em direção à porta, mas parou e olhou para trás.

— Naiara, não importa o que aconteça, não se culpe. Isso não é culpa sua. O que você precisa fazer agora é ser forte, manter a clareza e a razão. Você é a esposa do Afonso, a nora do Sr. Henrique e uma peça fundamental da família Xavier. Em um momento crítico como este, você precisa ser o pilar desta casa.

O olhar de Cícero então se voltou para o guarda-costas, e seu tom ficou mais pesado.

— E quanto a você, José.

— De agora em diante, você fará exatamente o que a Naiara mandar. E o que ela proibir, você absolutamente não fará. Lembre-se da frase que o seu chefe mais repetia.

— Na ausência dele, Naiara o representa.

José cerrou os dentes com força, engolindo a fundo a própria indignação e fúria.

— Eu entendi.

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