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Eles Pareciam uma Família, E Eu Virei a Estranha romance Capítulo 494

Após desligar o telefone, os dedos de Tatiana apertaram o aparelho com força. Sua expressão era um misto de tensão e fúria.

Parecia que só agora ela percebia claramente que Viviane, por si só, era um problema crônico. Para conseguir o que queria, ela sempre agiu assim: sem escrúpulos. Era assim na infância e continuava sendo na fase adulta.

Trazer Viviane para a família Marques foi, de fato, a semente que ela mesma plantou, e agora era sua responsabilidade colher os frutos podres.

Tatiana olhou para Glaucia: — Glaucia, por favor, entre em contato com a equipe jurídica do Grupo. Quero uma declaração oficial de rompimento de laços com a Viviane. Quero também que tudo o que ela fez ao longo desses anos seja exposto ao público através dos canais de comunicação do Grupo Marques.

— Precisamos colocar um ponto final nisso, e essa é a oportunidade perfeita para esclarecer os fatos.

Antes, ela ainda tentara preservar o último pingo de dignidade de Viviane e não expôs tudo ao público, pensando que, ao sair da prisão, a garota ainda teria uma chance de recomeçar a vida.

Mas, pelo visto, Viviane não queria essa chance.

Ao ouvir as ordens incisivas de Tatiana, Glaucia soube que desta vez a decisão de cortar relações era definitiva.

Aquela postura firme de Tatiana era exatamente o que Glaucia esperava. Rapidamente, acionou os advogados e a equipe de relações públicas do Grupo Marques, e então acompanhou a sogra até o hospital.

Viviane estava largada na cama do hospital, parecendo deplorável.

Na porta do quarto, oficiais da lei faziam a guarda.

Assim que Tatiana entrou, os olhos de Viviane ficaram vermelhos, e ela forçou uma expressão desamparada, prestes a chorar.

No passado, diante daquela cena, Tatiana teria corrido com o coração partido para consolá-la. Desta vez, no entanto, desviou o olhar com frieza, recusando-se a encará-la.

Viviane soluçou primeiro: — Tia Tatiana, você finalmente veio me ver. Eu errei. Por favor, me perdoa, sim?

Ela tentou se apoiar para sentar, revelando os braços cobertos de ataduras. A testa também estava completamente enfaixada. A palidez de seu rosto dava a impressão de que havia perdido muito sangue.

Glaucia, observando a encenação patética de Viviane, pensou ironicamente: *Até que essa mulher é dura na queda, tem coragem de ser cruel com o próprio corpo.*

O tom de voz de Tatiana foi gélido: — Não vim aqui para ouvir suas lamúrias, Viviane. Guarde o que tem a dizer para quando os meus advogados chegarem.

O rosto delicado de Viviane endureceu aos poucos. Ela não tentou se aproximar novamente; em vez disso, seus olhos pousaram no rosto de Tatiana com uma frieza sombria, e ela repetiu: — A tia Tatiana realmente não vai mais me ajudar?

Tatiana foi categórica: — O afeto que existia entre nós acabou. Não me procure nunca mais.

— Ha, o afeto acabou? Mas, quando você me trouxe para a sua casa, disse que eu seria sua filha pelo resto da vida. Agora você vai voltar atrás com a sua palavra?

— Vocês são todos iguais! Todos iguais, todos me enganando.

— Ninguém consegue cuidar de mim para sempre, é tudo falso.

Com as mãos apertando a própria cabeça, Viviane de repente começou a gritar histericamente.

Glaucia franziu a testa ao observar a mulher. Ela tinha a nítida sensação de que o estado mental de Viviane estava alterado.

Pressentindo o perigo, Glaucia puxou a manga de Tatiana, fazendo-a recuar dois passos. Exatamente naquele instante, como se estivesse completamente enlouquecida, Viviane avançou sobre as duas como um animal selvagem e cravou as mãos no pescoço de Tatiana: — Já que não vai me ajudar, então morra! Morra junto comigo! Quem mandou você me enganar!

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