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Eles Pareciam uma Família, E Eu Virei a Estranha romance Capítulo 443

Quando Isaura finalmente acordou, já era madrugada. Ícaro chegou a aparecer no hospital, dizendo que precisava se explicar para Glaucia.

Mas, com Sérgio presente e dentro de um hospital, Glaucia não tinha o menor interesse em ouvi-lo. Apenas pediu que Ícaro levasse Sérgio para casa.

Às nove da noite, Glaucia também convenceu Clarinda a ir embora, restando apenas ela no quarto para acompanhar Isaura.

Embora estivesse muito mais calma, Isaura segurou firme a mão de Glaucia e disse:

— Glaucia, a mamãe sabe que você tem seus próprios planos, mas eu só não quero ver você se machucar de novo. O seu pai já se foi, e você é tudo o que me resta. A mamãe não suportaria ver você sofrer mais uma vez.

Ela apertava a mão de Glaucia com força, a voz carregada de uma clara ansiedade.

Glaucia acariciou sua mão de forma tranquilizadora:

— Mãe, eu prometo a você. Só vou ouvir a explicação dele uma única vez. Se eu notar que algo está errado, vou me afastar imediatamente. Não darei a mais ninguém a chance de me machucar.

Isaura sabia que isso já era uma grande concessão por parte da filha, então não insistiu.

Naquela noite, Glaucia permaneceu no hospital.

Como o estado emocional de Isaura ainda era instável, ela precisaria ficar em observação por mais algum tempo. Glaucia tratou de renovar a internação.

Ela própria precisava de tempo para esfriar a cabeça e planejava passar os próximos dias ali.

Porém, na manhã seguinte, Glaucia recebeu uma ligação de Palmira.

Do outro lado da linha, Palmira apenas chorava, gaguejando sem conseguir explicar nada. Preocupada e sem conseguir contato com César Reis, Glaucia acabou comprando a primeira passagem de avião disponível para a Cidade G.

No entanto, assim que desembarcou do voo, foi interceptada.

Era Tadeu.

Ele estava acompanhado por vários seguranças de terno preto, formando uma escolta que chamava bastante atenção.

Seus olhos sorridentes pousaram em Glaucia e ele disse num tom suave:

— Feliz Ano Novo, Glaucia!

— Tenho mais o que fazer, não vou perder meu tempo com suas bobagens. Mande seus capangas saírem do caminho — ordenou Glaucia, sem rodeios. Preocupada com Palmira, ela não tinha a menor disposição para bater papo com Tadeu.

Tadeu retrucou:

— Está indo procurar a Palmira? Não perca seu tempo. Fui eu quem fez a ligação, a voz foi gerada por inteligência artificial. Quanto ao César, ele não atende porque eu mandei embebedá-lo. Vejo que o truque funcionou perfeitamente. Glaucia, você realmente se importa muito com a Palmira, não é?

A franqueza com que ele confessou tudo causou em Glaucia uma raiva profunda.

Encarando Tadeu, Glaucia teve vontade de revirar os olhos:

— Você é doente? Fez todo esse circo para me trazer até aqui para quê?

Glaucia não conseguia entender como alguém que fizera coisas tão monstruosas ainda conseguia sorrir com tamanha naturalidade.

Sua mão coçou com a imensa vontade de desferir um tapa na cara dele.

Glaucia mal soube quanta energia precisou gastar para reprimir aquele impulso e segui-lo até um hotel.

Os seguranças de terno preto permaneceram do lado de fora.

Dentro do espaçoso quarto de hotel, restavam apenas ela e ele.

Glaucia cruzou os braços e perguntou friamente:

— O Sr. Pires já pode me dizer por que me chamou aqui?

— Eu estava com saudade. Queria te chamar para um jantar de reencontro. Esse motivo é suficiente? — perguntou Tadeu.

Ao encontrar os olhos enojados e impacientes de Glaucia, Tadeu suspirou, assumindo aos poucos uma postura mais séria. — Tudo bem. Já que você insiste na verdade, não vou esconder. A vinda do Alexandre para a Cidade G tem a ver com você, não tem? Suas visitas à Farmacêuticos Rodrigues nunca tiveram intenções puras, não é verdade?

Tadeu já sabia a resposta, mas queria confirmar com os próprios olhos: o propósito da viagem de Glaucia era mesmo investigar o desaparecimento do pai?

Glaucia respondeu sem alterar sua expressão:

— Você está imaginando coisas. Não tenho nenhum outro propósito.

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