Quando Giovanna acordou, de repente notou que havia um homem estranho dormindo ao seu lado. O seu coração apertou, e ela chutou as pernas instintivamente, empurrando a pessoa para fora da cama. Então, enrolou-se apertado no cobertor, tateando em busca de algo para se defender.
Ouviu-se apenas um gemido abafado. O homem se levantou lentamente do chão.
Ao ver aquele rosto bonito e imponente, Giovanna congelou. Era Gustavo.
Os seus lábios rosados se entreabriram, e o impulso de proferir xingamentos foi brutalmente engolido.
Gustavo massageou as têmporas e olhou para ela, parecendo não saber o que fazer a respeito. — Srta. Giovanna, ontem à noite foi você quem me agarrou e não queria soltar.
Giovanna lembrou-se vagamente de estar agarrada com força ao braço dele na noite anterior, e as pontas de suas orelhas queimaram de vergonha. Ela balbuciou: — Me desculpe, Sr. Gustavo.
Gustavo não disse mais nada, apenas colocou a caixa de remédios da mesa perto dela. — Lembre-se de tomar o remédio mais uma vez. — Em seguida, caminhou para o banheiro, com os passos um pouco instáveis.
Giovanna olhou para as costas dele, um pouco preocupada: o seu chute tinha sido forte demais, será que o tinha machucado? Quanto mais pensava, mais culpada se sentia; a sua vontade era cavar um buraco debaixo das cobertas e se esconder.
A raiva voltou a subir no seu peito ao se lembrar de que Landulfo havia tramado contra ela de novo. Ela se levantou, ajeitou as roupas, pegou o comprimido e engoliu-o com a água do copo.
Gustavo saiu do banheiro e jogou-lhe o paletó: — Srta. Giovanna, eu te levo para casa.
Giovanna ainda se sentia muito envergonhada ao olhar para ele. Apenas assentiu, sem ousar encará-lo.
Gustavo se virou e saiu primeiro. Vestindo o paletó dele, Giovanna o seguiu mantendo meio metro de distância.
Na recepção do hotel, Lucas segurava a mão de Sabrina, com um tom de repreensão carinhosa e imensamente protetora: — Eu não te disse para ficar em casa descansando? Como você sai para beber com aqueles seus amigos mesmo assim?
Sabrina fez um bico, sentindo-se injustiçada: — Eu nem bebi. Você não tem vindo ficar comigo ultimamente, então a única coisa que me restava era sair com os meus amigos.
Lucas a pegou no colo imediatamente, pronto para correr para o hospital.
No exato momento em que ele se afastou, Giovanna olhou para trás e viu Lucas saindo com Sabrina nos braços.
Ela parou. Então, Lucas também passara a noite naquele hotel. A lembrança de ter quase sido violentada por Landulfo horas antes, enquanto Lucas afundava-se em lençóis ali mesmo com Sabrina, arrancou-lhe um sorriso gélido. Nenhuma lágrima, nenhum lamento de vítima; apenas uma ironia morta, sombria e absolutamente resoluta em seu peito.
De volta à entrada de seu apartamento, Giovanna agradeceu a Gustavo: — Obrigada por ontem, Sr. Gustavo.
Graças a ele, ela não deixara Landulfo ter sucesso no que planejava.
Gustavo soltou um murmúrio afirmativo e acrescentou: — Eu vou dar um aviso a Landulfo, para que ele nunca mais se atreva a pensar em encostar as mãos em você.
O fato de ele se dispor a intervir deixou Giovanna ainda mais grata. Ela sabia perfeitamente que, com a sua posição atual, tentar se vingar de um senhor vindo de uma família poderosa como Landulfo era, fundamentalmente, como atirar um ovo contra uma pedra.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata
Não vão atualizar os capítulos liberados? Seis já sem atualização!...
Olá! Irão desbloquear? Caso não vão, gostaria de saber para desistir do livro, mesmo ele sendo muitoooooo bom !...
Por favor, o capítulo 191 consta como liberado, mas não está...
Teria como liberar os capítulos após o 191? Consta que estão livres, mas continua bloqueados...
Por favor, atualizem!...
Poxa, tá liberado até o 190 e depois pula pro 227 liberado.......