Giovanna cobriu o peito instintivamente, recusando-se a deixá-lo tocá-la. O seu instinto de autoproteção era muito forte.
— Giovanna, você está bem? — ele recolheu a mão e perguntou baixinho.
Deitada na cama, os lábios vermelhos levemente entreabertos, a voz dela soou baixa e sensual: — Não me toque, não.
Gustavo olhava-a de cima, os olhos escuros fixos nela, sem piscar. Ele nunca a tinha visto daquela maneira.
Vestindo uma camisa de seda rosa e uma saia sereia cinza, todas as suas curvas ficavam em evidência por estar deitada. Era recatada, mas profundamente provocante.
Mesmo sendo abstêmio por muitos anos, ele perdeu o controle por um instante, o gogó subindo e descendo na garganta.
Talvez o cheiro dele a fizesse se sentir familiar e segura.
Giovanna recuperou um pingo de lucidez e murmurou: — Quero beber água.
Gustavo não se conteve e acariciou suavemente o rosto delicado dela, com a voz um pouco rouca: — Espere um momento.
Quando ele voltou com a água, Giovanna já havia adormecido. O seu pescoço fino e branco exalava um aroma inebriante.
Gustavo reprimiu o calor inexplicável que o invadia, segurou com cuidado a cintura fina dela e levou o copo à sua boca.
Ela estava com muita sede. Bebia a água do copo de forma instintiva. Os olhos escuros de Gustavo continuavam fixos no seu rosto, sem se desviar um segundo.
De repente, ela engasgou e começou a tossir, o rosto inteiro ficando vermelho. Inconscientemente, as suas mãos agarraram a camisa de Gustavo, e ela se encolheu nos braços dele.
Aquela droga provavelmente estava misturada com outras substâncias. O rosto dela ficou ainda mais quente, e ela estendeu a mão para tocar o cinto dele.
Ele olhou para ela, respirou fundo para conter a luxúria que fervia por dentro, e tentou afastá-la.
Subitamente, ela ergueu a cabeça e beijou o seu pomo de adão. O corpo de Gustavo enrijeceu. A corda da razão dentro dele arrebentou.
Quando ela engoliu o comprimido, ele tentou se retirar. Porém, Giovanna o agarrou pelo braço.
Ele tentou se soltar, mas os olhos dela de repente ficaram marejados, e lágrimas de tristeza escorreram.
Só lhe restou aceitar o destino; deitou-se na cama ao lado dela, com um travesseiro separando os dois.
Ela se agarrou ao braço dele, murmurando confortavelmente durante o sono. Gustavo tentou puxar o braço várias vezes, mas sem sucesso; no fim, teve que deixá-la fazer o que queria.
Era a primeira vez que era tão atormentado por uma mulher. Que fosse, consideraria aquilo a boa ação do dia.
Ele também queria descansar um pouco, mas como dormir com ela rolando e se mexendo bem ao seu lado? Depois de se virar de um lado para o outro por um bom tempo, ele finalmente jogou o travesseiro fora, esticou o braço e a puxou para um abraço.
Ao se colar àquela fonte de calor confortável, Giovanna ficou totalmente satisfeita e caiu num sono profundo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata
Não vão atualizar os capítulos liberados? Seis já sem atualização!...
Olá! Irão desbloquear? Caso não vão, gostaria de saber para desistir do livro, mesmo ele sendo muitoooooo bom !...
Por favor, o capítulo 191 consta como liberado, mas não está...
Teria como liberar os capítulos após o 191? Consta que estão livres, mas continua bloqueados...
Por favor, atualizem!...
Poxa, tá liberado até o 190 e depois pula pro 227 liberado.......