Ao ver o olhar cheio de gratidão que ela lhe direcionava, Gustavo se lembrou do beijo da noite anterior, e um calor estranho e repentino tomou conta de seu peito.
Ele reprimiu aquela sensação esquisita e manteve o tom de voz frio: — Volte e vá descansar.
— Está bem.
Acompanhando com o olhar o carro dele se afastar, Giovanna voltou para o apartamento. Ao tirar o paletó que ele lhe emprestara, sentiu de repente que o perfume de Gustavo ainda impregnava sua pele. A lembrança de terem dormido na mesma cama na noite passada a fez corar levemente.
Balançando a cabeça para afastar aquelas imagens, ela deu uns tapinhas no próprio rosto e foi para o banheiro tomar um banho.
Às dez da noite, seu celular tocou de repente.
Era uma mensagem de Gustavo.
Havia apenas uma foto.
Landulfo deitado em uma cama de hospital, com o braço e a perna esquerdos engessados.
Só então Giovanna percebeu que Gustavo havia se vingado por ela.
Ao mesmo tempo em que se sentia grata, uma ponta de preocupação surgiu: e se Paloma ficasse com raiva dele?
Embora não conseguisse entender totalmente as atitudes dele, ela respondeu com um agradecimento.
Achando que apenas isso era muito superficial, acrescentou: "Se o Sr. Gustavo estiver livre amanhã à noite, eu gostaria de lhe pagar um jantar."
Do outro lado da tela, ao ler a mensagem de Giovanna, Gustavo deu um sorriso muito discreto.
— Combinado.
Na noite seguinte, Giovanna terminou o trabalho mais cedo e partiu em direção à mansão de Gustavo, na Cidade Nova.
Ela só havia descoberto de manhã que ele havia tirado licença e não fora trabalhar.
Pelo visto, o chute que ela lhe dera realmente o machucara.
Sem saber onde ele havia se ferido ou a gravidade da situação, ela comprou alguns suplementos nutricionais numa farmácia perto da empresa e pegou um táxi.
Ao chegar à casa de Gustavo, tocou a campainha. Como ninguém atendeu, enviou-lhe uma mensagem.
Gustavo respondeu com a senha do portão principal.
Ao ver aquela sequência de números, ela ficou atônita.
Ele havia lhe passado a senha de casa assim, sem mais nem menos. Não era confiar demais nela?
Ela abriu a porta e entrou.
Os músculos eram rígidos e definidos.
Enquanto ela o massageava para relaxar a tensão, algumas mechas de seu cabelo caíam sobre o ombro e o pescoço dele.
Após uns dez minutos, uma leve camada de suor cobriu a pele dela.
Sob o pijama fino, a temperatura do corpo dele parecia queimar ainda mais.
De repente, ele falou com a voz rouca: — Já está bom.
Achando que não estava fazendo direito, ela perguntou, um tanto surpresa: — Está incomodando?
Puxando o ar fundo, Gustavo tentou ao máximo manter a voz estável: — Não, acho que já não dói tanto.
Giovanna recolheu as mãos e disse, sentindo-se responsável: — Se você continuar sentindo dor nestes próximos dias, posso vir a qualquer momento para ajudar a aliviar o desconforto.
Gustavo soltou uma risada baixa e repentina.
— Dra. Giovanna, você consegue aliviar qualquer tipo de dor que eu sinta?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata
Não vão atualizar os capítulos liberados? Seis já sem atualização!...
Olá! Irão desbloquear? Caso não vão, gostaria de saber para desistir do livro, mesmo ele sendo muitoooooo bom !...
Por favor, o capítulo 191 consta como liberado, mas não está...
Teria como liberar os capítulos após o 191? Consta que estão livres, mas continua bloqueados...
Por favor, atualizem!...
Poxa, tá liberado até o 190 e depois pula pro 227 liberado.......