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Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata romance Capítulo 1055

Ao avaliar a roupa modesta de Nara, que não exibia nenhum luxo de grife, Karla achou que fosse apenas a avó pobrinha da criança, ambas tendo se esgueirado ilegalmente para dentro da festa.

Com um olhar repleto de desdém, ela sibilou:

— O que você está sugerindo? O que sai da boca de uma criança é metade verdade e metade invenção, ninguém garante o que de fato aconteceu. O que eu sei é que meu menino Tiago foi agredido desse jeito e quem vai cobrar a conta sou eu! Quem ensina os filhos a saírem batendo nos outros de maneira tão leviana deve arcar com as consequências! Sou eu quem vai denunciar você à polícia!

Nara jamais poderia prever tamanho descaramento e escândalo, sentindo seus olhos se encherem de raiva.

Alice arregalou os olhos. A garotinha, mimada sob o colo afetuoso dos mais velhos, sempre levara uma vida de pensamento simples e puro.

Foi só ao cruzar o caminho de Pérola Rocha e sua laia que ela descobrira a imundície que assolava a natureza humana.

E agora, aqui estava ela, deparando-se novamente com mais um bando de escória.

Tendo em mente a maneira fria com que o pai sempre tratava desconhecidos, a menina trancou a cara imitando-o e pronunciou numa sentença gélida:

— Mandarei o meu advogado conversar com você.

A frase emblemática era o refrão preferido do papai.

E a imitação de Alice foi milimetricamente precisa.

Nara percebeu nela o reflexo exato da sombra de Gustavo.

Karla deu uma risadinha de desprezo:

— Tão miúda e falando tanta besteira, que advogado você arrumaria?

No exato instante em que ela se preparava para vociferar ainda mais injúrias sobre a menina, uma figura imponente se moveu em direção a Alice.

Era Gustavo.

Ele a ergueu em seus braços, os sobrolhos levemente franzidos, numa entonação cujo abismo de preocupação superlativa e falsamente irrepreensível cobria sua indiferença subjacente:

— Alice, está tudo bem?

A menina apontou para a direção de Karla:

— Papai, eles me ofenderam, aquele menino quis puxar meu vestido para cima e aquela bruxa me xingou.

O olhar impenetrável e aterrador de Gustavo focou na mulher à sua frente.

Um frio cortou a espinha de Karla.

Como que aquela garotinha insolente era na verdade a filha de Gustavo Goulart?

A tia não tinha dito que agora era a senhora da Família Rocha e não precisava ter medo de ninguém? Por que estava abaixando a cabeça para aquele homem?

Insatisfeito, Tiago chutou Karla:

— Tia, você não disse que sempre ficaria do meu lado e me defenderia? Por que mudou de ideia?

Karla fulminou o sobrinho com o olhar, e só então Tiago se calou, embora continuasse olhando para ela com raiva, achando que ela não cumpria o que prometia.

Karla olhou para Gustavo:

— Sinto muito mesmo, Sr. Gustavo. Vou levar o menino para casa e educá-lo direito.

Gustavo deu um sorriso frio.

É claro que ele não planejava deixá-la sair impune tão facilmente.

Ele conhecia o passado de Karla e sabia o que ela mais valorizava. A partir daquele dia, faria questão de que ela nunca mais conseguisse colocar os pés naquele círculo social.

O que ela mais prezava, ele destruiria com as próprias mãos.

— Ouvi as pessoas a chamarem de Sra. Rocha agora há pouco. Lembro que o Sr. Elpídio havia dito que nunca se casaria com outra mulher nesta vida, a não ser com a tia Ivone. Para ele ter quebrado essa promessa, a Sra. Rocha deve vir de uma família muito nobre e ter uma beleza e talento excepcionais, não é mesmo?

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