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Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata romance Capítulo 1033

Ouvindo o nome do Sr. Ricardo, Clara sorriu: — A comida dele é uma delícia.

A Avó Martins também demonstrava grande aprovação pelo genro: — Ele é realmente um bom homem. Quando a Helena está ocupada, ele vem até nossa casa, cozinha e faz as tarefas domésticas. É um homem de pés no chão.

Ao escutar aqueles elogios, a curiosidade de Giovanna sobre o tal professor só aumentou.

À noite, foram a um restaurante tradicional da cidade.

Assim que entraram na sala privada, encontraram o namorado de Helena e sua filha.

Helena os apresentou: — Este é Ricardo Cardoso, e esta é a Júlia.

Clara foi até a garota e segurou a sua mão.

As duas já tinham grande intimidade.

Ricardo havia lecionado em escolas antes de pedir demissão para abrir o seu próprio cursinho. Alto, esguio e com um semblante gentil, transbordava educação e serenidade.

Ao ver a dinâmica harmoniosa entre ele e a tia, Giovanna sentiu uma imensa alegria por ela.

Embora Helena vivesse dizendo que estar solteira era ótimo, encontrar alguém que a amasse de verdade para compartilhar a vida era, sem dúvida, muito melhor.

Helena comentou com eles: — Os pais do Ricardo moram no interior e não querem se mudar para cá. Depois que nos casarmos, ele e a Júlia vão morar comigo. Já comprei o apartamento ao lado do meu, e quando derrubarmos a parede, o espaço ficará muito mais amplo.

Nos últimos dois anos, os negócios de Helena haviam prosperado, e ela agora falava com a confiança de quem alcançou a estabilidade.

Ricardo também possuía um pequeno apartamento em Cidade Nova, o qual pretendia colocar para alugar.

Eles haviam combinado que todo o valor do aluguel ficaria com Helena.

Seu salário mensal também seria entregue a ela.

Não era ganância da parte de Helena, mas, após a péssima experiência com o ex-marido, ela aprendeu que a segurança financeira do casal precisava estar em suas mãos.

A princípio, a Avó Martins havia torcido o nariz por Ricardo não ganhar tanto quanto Helena. Mas, ao ver a destreza dele com as tarefas de casa e o auxílio nos estudos de Clara, mudou completamente de opinião.

Com o gênio difícil de Helena, apenas um homem calmo e pacífico como ele conseguiria construir uma vida ao seu lado.

Antes de dormir, Giovanna sentou-se na varanda para bater papo com a tia.

Ouviu Helena narrar como os dois se conheceram.

Dando um gole na cerveja, Helena desabafou: — Na época, eu não pensava em casar de novo. A minha renda já era boa e a Clara estava crescendo. Pensava que, quando ela fosse para a faculdade, eu usaria as férias para viajar e aproveitar a vida.

— Mas o Ricardo é uma pessoa excelente. Assim que nos conhecemos, ele já começou a me ajudar com a criança e com a casa de forma genuína. Antes, eu carregava o mundo nas costas sozinha. Agora, ter alguém disposto a dividir o peso me dá espaço para respirar.

— Muitas vezes, eu chego do trabalho e ele já terminou de ajudar com o dever de casa, a criança vai dormir na hora certa, e eu como um lanche quente que ele deixou pronto para mim. É quando sinto que viver vale a pena.

— E com ele aqui, as cobranças da sua avó até diminuíram. Ela só torce para que tenhamos outro filho, dizendo que isso firma o casamento. Ah, na minha idade, eu realmente não quero passar por isso de novo. Mas vamos deixar nas mãos do destino.

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