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Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata romance Capítulo 1013

No fim das contas, Paola conseguiu o que queria e ficou.

Embora não tivesse conquistado aquele homem na cama, ela tinha muita paciência. Coisas boas levavam tempo.

Deitado na cama do quarto de hóspedes, Lucas pensou em Giovanna.

Ele de repente sentiu que sua vida atual era de uma ironia patética. Dois casamentos no currículo, ambos terminando em escândalos caóticos e amargos. E agora, lá estava ele, prestes a ter que vender o próprio status matrimonial mais uma vez em troca de ascensão profissional.

Se soubesse que acabaria assim, não teria se dado ao trabalho de enganar Giovanna. Teria simplesmente assinado os papéis do casamento com ela para viverem em paz, e hoje não estaria afogado em tantos arrependimentos práticos e perdas incalculáveis.

Às sete da manhã, o alarme tocou. Lucas levantou-se, desligou o despertador e, após se arrumar, saiu do quarto.

Paola estava na cozinha, tentando preparar o café da manhã. Ela parecia não ter a menor habilidade, pois Lucas logo sentiu o cheiro de queimado.

Ao ouvir seus passos, Paola virou-se com um sorriso:

— Eu ia fritar ovos para você, mas não deu muito certo. Vou cozinhar alguns daqueles guiozas congelados, tudo bem?

Os guiozas congelados na geladeira haviam sido trazidos por Yasmim da última vez. Lucas achava o gosto horrível e retrucou imediatamente:

— Não vou comer. Vou te levar para casa agora.

Ele tinha uma reunião em breve e não tinha tempo para ficar enrolando com as frescuras daquela socialite.

Paola, ciente de que a cozinha não era o seu forte, não insistiu.

— Então eu volto à noite para te ver — disse ela.

Lucas quis muito dizer "não precisa", mas ao pensar no projeto de negócios, as palavras morreram em sua garganta.

O Grupo Albuquerque já não era o mesmo de antes. Ele não possuía mais o luxo do orgulho ou da independência absoluta. Já que Paola estava interessada nele, ele não via problema em agir com um pouco de frieza calculista e usá-la a seu favor. No entanto, casar-se com ela estava completamente fora de cogitação.

Paola entrou no carro dele. Durante o trajeto, virou-se para Lucas e disse:

— Vou te dar um carro de presente depois.

Aquele veículo pertencia a Yasmim, e Lucas só o utilizava quando vinha à Capital.

— Não precisa — respondeu ele.

— Giovanna, meu amor... — a voz de Lucas soou com uma doçura profunda e impecável, transbordando um carinho tão devotado que parecia genuíno, sem deixar transparecer a mínima falha de consciência pesada. O sorriso em seus lábios era o de um homem perdidamente apaixonado. — Vim à Capital a trabalho. Você me daria a honra de jantar comigo esta noite?

A expressão de Giovanna permaneceu gélida e implacável, despojada de qualquer resquício de emoção ou fragilidade. Ela abominava aquela postura complacente, de quem agia como se não houvesse sangue nas mãos. Se ele queria encenar o papel do amante devoto, ela não tinha a menor disposição de ser a plateia.

— Desculpe, não tenho tempo — retrucou Giovanna com uma voz fria e cortante, virando as costas e afastando-se sem lhe dirigir um segundo olhar.

Lucas não correu atrás dela.

Aquele convite já havia esgotado toda a sua coragem. Após terem rasgado a face um do outro repetidas vezes e exposto tantas feridas, ele sabia, é claro, que não havia caminho de volta.

Mas ele apenas queria olhá-la mais um pouco.

A natureza humana era assim: na perda, ansiava-se desesperadamente por resgatar o que antes possuía de forma garantida.

Ele acendeu um cigarro em frente ao prédio dela. Quando a fumaça se dissipou, ele entrou no carro e foi embora.

O que ele não sabia era que Paola estava estacionada a uma curta distância. Ela o observou em silêncio por um longo e tortuoso tempo, até que o carro dele desaparecesse da vista.

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