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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 79

Quando Bianca a repreendeu, Lorena não disse uma palavra.

Ainda assim, talvez por causa do bebê prestes a nascer, Lorena acabou preparando um presente e pediu que Tatiane o levasse de volta.

Mônica pegou a sacola, mas claramente sem entusiasmo. Não demonstrou nenhuma vontade de abrir. O canto dos lábios se curvou em um sorriso autodepreciativo.

— Uma família pequena como a nossa… Nem sei por que a dona Lorena se daria a esse trabalho.

Ela deixou a sacola sobre a mesa de centro e ajudou Tatiane a ir tomar banho.

Depois que Tatiane se arrumou e saiu do banheiro, as duas se sentaram no sofá, conversando em voz baixa.

De repente, Mônica perguntou:

— Tati… Você já pensou em ir embora levando o bebê?

Do jeito frio e impiedoso como Henrique vinha se mostrando, deixar a criança com ele realmente não parecia algo tranquilizador.

Tatiane passou a mão pela barriga, em um gesto inconsciente, e respondeu com um suspiro cansado:

— Já pensei, claro que já. Talvez o Henrique nem se importasse… Mas a família Barbosa se importa. E muito. Eu não tenho como levar essa criança embora.

Além disso, no estado em que estava, não podia ir a lugar nenhum.

Mônica soltou uma risada curta, carregada de ironia.

— Se se importam tanto assim… Como conseguem deixar o Henrique te tratar desse jeito?

No fundo, ela já sabia a resposta.

A família deles simplesmente não tinha condições de assumir essa criança.

Tatiane tentou acalmar Mônica:

— De qualquer forma… Ela é a única menina da família Barbosa. Eu acredito que eles vão cuidar bem dela.

Mônica estendeu a mão e tocou de leve a barriga de Tatiane. Depois, suspirou fundo.

— Tomara… Mesmo.

No dia seguinte, Henrique levou Tatiane ao hospital para fazer os exames. Mônica foi junto.

Foram a um hospital particular de alto padrão, pertencente ao Grupo Barbosa.

A equipe médica já havia sido avisada com antecedência. Naquela manhã, das nove às onze, a obstetrícia não atenderia nenhum outro paciente. Todo o setor estaria dedicado exclusivamente a Tatiane.

A estrutura e o cuidado impressionaram Mônica.

Ela não pôde deixar de pensar: "É mesmo a família Barbosa".

Henrique permaneceu na sala de espera.

Era a primeira vez que ele acompanhava Tatiane em uma consulta médica desde o início da gravidez. Houve um tempo em que ela desejou tanto que ele assumisse, ainda que minimamente, o papel de marido, nem que fosse separar uma ou duas horas, como agora.

Depois de concluir os exames, Tatiane se sentou em uma das cadeiras do corredor, do lado de fora da sala de ultrassom, e começou a tomar o café da manhã. Mônica havia preparado tudo bem cedo, e ela levara consigo. Antes mesmo de terminar os exames, a fome já tinha apertado. Naquele momento, não aguentava esperar nem um minuto a mais.

Assim que se sentou, começou a comer.

Foi então que o celular de Tatiane vibrou.

Ela pegou o aparelho. Na tela, era o nome de Henrique.

Atendeu.

— Alô?

— Onde você está? — A voz dele soou neutra, como sempre.

— No corredor em frente à sala de ultrassom. Tô tomando café da manhã.

— Quando terminar, vem pra cá.

E desligou.

Depois de comer, Mônica ajudou Tatiane a se levantar.

As duas seguiram até a sala de espera reservada.

Assim que chegaram, ouviram Henrique falando ao telefone.

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