Tatiane nem precisou ouvir o nome do outro lado da linha.
Pelo tom da voz de Henrique, ela soube imediatamente. Era Karine.
Quando ele desligou, Tatiane apenas o encarou, em silêncio.
Henrique se levantou e disse, de forma objetiva:
— Vou pedir pra alguém trazer um carro e levar vocês de volta.
Tatiane recusou sem hesitar, a voz baixa e distante:
— Não precisa. Eu chamo meu motorista pra vir buscar a gente.
Henrique percebeu a frieza no olhar dela, aquela distância que já não fazia questão de esconder. No fim, não disse nada. Apenas saiu da sala de descanso.
Tatiane ficou parada por alguns segundos, imóvel, como se o corpo tivesse travado.
— Tati, vai sentar-se um pouco. — Disse Mônica, suavemente.
Ela piscou, voltou a si e respondeu em um fio de voz:
— Tá.
Tatiane pegou o celular e ligou para Emerson.
Sobre a mesa de centro estavam os resultados dos exames.
Mônica os pegou para ler. O médico voltou apenas para reforçar algumas recomendações importantes e, em seguida, se retirou.
Vinte minutos depois, Emerson chegou ao hospital.
Tatiane não voltou para a mansão.
Ela já havia combinado com Patrícia de fazer um ensaio de fotos de gestante no dia de Ano-Novo. Com a data do parto se aproximando cada vez mais, Tatiane queria guardar ao menos uma lembrança daquele período.
Por volta das duas da tarde, chegou ao local do ensaio, dentro de um shopping de alto padrão.
Patrícia a esperava na entrada.
Ao vê-la, foi logo puxando seu braço, animada:
— Bora!
A sessão de fotos durou quase duas horas. Ainda no mesmo dia, Tatiane escolheu as imagens de que mais gostou. Não precisaria de molduras nem nada do tipo. Em cerca de três dias, as fotos estariam editadas e seriam enviadas diretamente para ela.
Ao sair do estúdio fotográfico, Tatiane virou o rosto e perguntou:
— À noite você tá com vontade de comer o quê? Hoje eu pago.
Patrícia riu na hora:
— Não é o que eu quero comer, é o que você pode comer agora.
— Desde que não seja nada muito pesado ou apimentado, pra mim tá ótimo. — Respondeu Tatiane.
No fim, acabaram escolhendo um restaurante internacional dentro do próprio shopping.
Ainda estava cedo.
As três decidiram passear um pouco pelo centro comercial.
As três ergueram o olhar ao mesmo tempo.
Na entrada da loja, quatro pessoas acabavam de entrar.
Henrique e Felipe vinham logo atrás. À frente deles, Karine caminhava de forma íntima, com o braço entrelaçado ao de uma senhora elegante, de aparência claramente aristocrática.
A mulher era alta e usava um casaco azul-safira de corte impecável. A postura era naturalmente nobre. No polegar, um enorme anel de safira, cercado por diamantes, chamava atenção e reforçava ainda mais sua aura de luxo e poder.
O que mais impressionava era o rosto.
Maduro, bem cuidado, bonito de forma refinada. Parecia ter pouco mais de trinta anos.
Karine se parecia com ela em três ou quatro traços. Ainda que fosse jovem e bonita, ao lado daquela mulher a diferença era evidente. Em termos de presença, elegância e impacto visual, a mãe era superior.
Quando Tatiane reconheceu aquele rosto…
Ela congelou.
O corpo inteiro pareceu travar. O coração apertou de repente, sem aviso, como se tivesse sido segurado por uma mão invisível.
A mulher elegante também lançou o olhar na direção delas.
— Paty, quanto tempo… Como você tem passado ultimamente? — Perguntou, com um sorriso educado.
Tatiane piscou, voltando a si.
Patrícia olhou para Eliane. Um sorriso cortês surgiu em seus lábios, mas os olhos permaneceram frios, distantes, sem qualquer intimidade.
— Obrigada pela preocupação, dona Eliane. Tenho passado muito bem.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
Estava gostando muito da história, mas agora perdeu o encanto. A Tati deveria se divorciar do Henrique. E ficar com o Leandro. O título do Livro não tem nada a ver com a história. Acho que nem vou ler o restante....
"O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores", e é por isso que vocês entregam apenas 3/4 do texto original quando começamos a pagar com as moedas? Porque sempre faltam falas e a gente acaba ficando sem entender algumas coisas. Corrijam isso....
390 capítulos e ele não decide o que faz com ela além de humilhar, 390 capítulos que o irmão lerdo não vê que ela é a irmã que ele tanto procura, ela não entendeu até agora que o pai foi forçado a pedir pra ela sair do pais por conta da mãe monstra dela, história que tinha tudo para ser boa tá andando em circulos... vamos melhorar por favor!...
30 capítulo e não aconteceu nada de interessante, esse cara é ridículo, a história tá perdendo enredo, era pra tá prendendo a gente , mas já tá um saco, li até aqui e não vi sentido algum. Me desculpa só sendo sincera…...