Entrar Via

Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 78

Henrique deu um passo à frente e pousou a mão no ombro de Roberto, batendo de leve, em um gesto quase protocolar.

— Quando você se casar e tiver sua própria família, com certeza vai ser um marido melhor do que eu. — Disse, em um tom calmo, impossível de decifrar.

Em seguida, retirou a mão e se virou, caminhando de volta para o quarto lateral.

Roberto permaneceu onde estava, observando em silêncio as costas de Henrique se afastarem.

Só voltou a vê-lo na hora do almoço.

A família inteira estava reunida na sala de jantar.

Durante a refeição, Lorena comentou, com a naturalidade de quem já havia decidido tudo:

— Henrique, amanhã cedo você leva a Tatiane ao hospital pra fazer um check-up completo. Já está perto do parto. Tudo o que precisa ser preparado tem que estar pronto.

Henrique não contestou. Apenas assentiu:

— Eu sei.

Tatiane ficou surpresa.

No fundo, ela preferia que ele recusasse.

Naquele ponto, já não sabia mais como encará-lo, muito menos como ficar sozinha com ele. A simples ideia a deixava desconfortável.

Mas não havia espaço para discordar.

Naquele dia, Tatiane permaneceu na casa de Lorena. Roberto ficou o tempo todo com ela. Jogaram videogame, caminharam pelo quintal, conversaram sobre coisas triviais.

Nos fundos da casa havia um enorme gramado.

À tarde, o tempo estava ótimo. O sol de inverno brilhava suave, espalhando um calor agradável.

Roberto apareceu com uma bola de futebol.

— Vamos jogar um pouco?

Tatiane revirou os olhos, sem paciência nenhuma.

— Você tem algum problema sério na cabeça?

Roberto deu um chute leve, fazendo a bola rolar até os pés dela.

— Só chuta de volta.

Tatiane abaixou a cabeça…

E mal conseguiu enxergar a bola, escondida pela barriga.

Roberto olhou para a cena e não aguentou. Caiu na risada.

Tatiane o encarou, irritada de verdade. Por um segundo, teve vontade de chutar a bola direto na cara dele.

No fim, respirou fundo e devolveu a bola com um chute curto, mas cheio de força.

Enquanto isso…

No terceiro andar, diante da janela de vidro do chão ao teto do quarto, havia uma vista direta para o gramado.

Ali, parado em silêncio, estava o homem de postura impecável e traços marcantes.

Pensando melhor…

Ela acabou desistindo.

Henrique, com certeza, era quem mais queria resolver o divórcio o quanto antes. E ela já não tinha energia, nem palavras, para discutir isso com ele. Entre os dois, naquele momento, o silêncio parecia dizer tudo.

Quando chegaram ao Residencial Aurora, Mônica já estava na casa.

Ao vê-los entrar, um depois do outro, ela percebeu que Henrique foi o primeiro a passar pela porta. Diferente de antes, Mônica não fez nenhum esforço para cumprimentá-lo. Apenas lançou um olhar neutro, distante.

Henrique trocou os sapatos e subiu as escadas sem dizer nada.

Só então Tatiane entrou, caminhando devagar.

Mônica se aproximou, colocou as pantufas no lugar e ajudou Tatiane a se apoiar.

— A água já tá pronta. Vai tomar um banho primeiro. — Disse, com carinho.

— Tá bom.

No quarto, Tatiane entregou a sacola que estava carregando.

— Isso aqui é um presente de casamento da dona Lorena pra você e pro meu pai.

Mais cedo, Lorena havia feito alguns comentários indiretos. Tatiane entendeu perfeitamente. Ela estava descontente com a atitude do dia anterior.

Tatiane sabia exatamente onde estava o problema.

Eles até podiam ter deixado de ir, mas, para ela, como nora, não havia essa opção. Faltar com educação não era algo que pudesse se permitir.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora