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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 26

A Alvorada Investimentos havia sido fundada pelo próprio Leandro.

Nos últimos anos, vinha crescendo a um ritmo impressionante. O valor de mercado já ultrapassara a casa das centenas de bilhões. Sem exagero, figurava entre as poucas empresas do país capazes de rivalizar com a Vértice Holdings em pé de igualdade.

A rivalidade entre as duas já durava havia muito tempo e sempre fora feroz.

Naquela época, Leandro insistira para que ela fosse para a Alvorada. Em teoria, era exatamente o que ela deveria ter feito. Mas, movida pelo sonho que carregava desde o ensino médio, ela acabou recusando.

Depois de entrar na Vértice Holdings, ainda fora além. Em uma disputa direta no mercado, colocou-se contra a Alvorada e acabou arrancando deles um projeto importante.

A culpa nunca lhe dera paz.

Ela se sentia tão envergonhada que sequer tinha coragem de encarar Leandro.

Mas ele não demonstrara raiva, nem a acusara de ingratidão. Apenas dissera, com calma:

— Eu realmente não estava errado sobre você. Você me surpreendeu.

Depois disso, ficaram muito tempo sem qualquer contato.

Até que, pouco tempo atrás, Leandro voltou a procurá-la.

Talvez ele já soubesse da própria situação naquele momento. E, no fim das contas, quem estendera a mão para salvá-la fora justamente o professor que ela havia traído.

"O amor… O amor realmente tinha o poder de cegar as pessoas, de fazê-las perder a noção do certo e do errado."

Ela também tinha sido sortuda.

Ainda havia tempo.

Tudo ainda podia ser consertado.

Enquanto isso, as duas colegas continuavam conversando em voz baixa.

— Depois que a Segunda Unidade ficou sob a responsabilidade da Tatiane, o desempenho melhorou muito. Eles fecharam vários projetos de grande porte. Uma pena que ela engravidou e acabou sendo transferida. Se fosse ela a tocar o projeto da Oceânica Brasil, talvez tivesse conseguido fechar o contrato.

— Ouvi dizer que não foi só por causa da gravidez. Parece que ela acabou desagradando o Sr. Henrique.

As vozes se perderam no ar, carregadas de insinuações.

Uma das duas ainda queria continuar a fofoca. Mas, ao se virar e se apoiar no parapeito da janela, acabou vendoTatiane, que estava ali enchendo o copo de água. As palavras morreram na garganta no mesmo instante.

Tatiane fingia não ouvir nada. Terminou de pegar a água e saiu da copa como se nada tivesse acontecido.

No caminho de volta para a sala, cruzou com Henrique, que também retornava ao escritório. Mesmo a vários metros de distância, Tatiane já sentia o campo de força frio e cortante que emanava do homem, uma presença capaz de causar medo e inquietação.

Era evidente que ele estava de péssimo humor.

Ela não ousava levantar os olhos para encarar aquela expressão gelada. Apressou o passo e se afastou para o lado, abrindo espaço.

Quando Henrique passou por ela, a pressão no ar pareceu despencar de repente, sufocante, a ponto de ninguém ousar respirar fundo.

Tatiane manteve o olhar baixo, o corpo rígido, os nervos esticados ao limite.

Somente quando ele se afastou de vez é que ela finalmente soltou o ar dos pulmões.

De volta à sua mesa, pegou o celular e enviou uma mensagem para Leandro:

[Professor, vocês conseguiram fechar o projeto da Oceânica Brasil?]

[Dá para marcar, sim.]

Tatiane não perdeu tempo. Reservou imediatamente uma mesa no La Aurora e avisou Leandro em seguida.

Por volta das quatro da tarde, todo o trabalho de Tatiane já estava oficialmente repassado.

Ela avisou Floriana, que assinou os documentos sem muito ânimo, claramente sem disposição para trocar mais do que o necessário.

Depois disso, Tatiane foi ao departamento de recursos humanos para finalizar os últimos procedimentos. Como o pedido de demissão partira dela, naturalmente não houve nenhuma compensação posterior.

No momento em que saiu do prédio carregando a caixa com seus pertences, lembrou-se de quando entrara ali pela primeira vez, cheia de entusiasmo. Parecia ter sido ontem. Agora, deixar aquele lugar de forma tão silenciosa e abatida realmente era constrangedor.

Mas, no fim, nada disso importava mais.

A vida, afinal, sempre fora um processo contínuo de tentativa e erro, de crescimento por meio das escolhas.

O jantar estava marcado para as seis da noite.

Ela dirigiu até em casa primeiro.

Comentou com Mônica que à noite convidaria Leandro e Sérgio para jantar.

Tatiane se arrumou com calma.

Quando o horário se aproximou, decidiu ir de metrô. Assim, ainda podia caminhar um pouco pelo caminho.

Antes de sair, Mônica insistiu várias vezes para que ela tomasse cuidado.

Meia hora depois…

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