A Alvorada Investimentos havia sido fundada pelo próprio Leandro.
Nos últimos anos, vinha crescendo a um ritmo impressionante. O valor de mercado já ultrapassara a casa das centenas de bilhões. Sem exagero, figurava entre as poucas empresas do país capazes de rivalizar com a Vértice Holdings em pé de igualdade.
A rivalidade entre as duas já durava havia muito tempo e sempre fora feroz.
Naquela época, Leandro insistira para que ela fosse para a Alvorada. Em teoria, era exatamente o que ela deveria ter feito. Mas, movida pelo sonho que carregava desde o ensino médio, ela acabou recusando.
Depois de entrar na Vértice Holdings, ainda fora além. Em uma disputa direta no mercado, colocou-se contra a Alvorada e acabou arrancando deles um projeto importante.
A culpa nunca lhe dera paz.
Ela se sentia tão envergonhada que sequer tinha coragem de encarar Leandro.
Mas ele não demonstrara raiva, nem a acusara de ingratidão. Apenas dissera, com calma:
— Eu realmente não estava errado sobre você. Você me surpreendeu.
Depois disso, ficaram muito tempo sem qualquer contato.
Até que, pouco tempo atrás, Leandro voltou a procurá-la.
Talvez ele já soubesse da própria situação naquele momento. E, no fim das contas, quem estendera a mão para salvá-la fora justamente o professor que ela havia traído.
"O amor… O amor realmente tinha o poder de cegar as pessoas, de fazê-las perder a noção do certo e do errado."
Ela também tinha sido sortuda.
Ainda havia tempo.
Tudo ainda podia ser consertado.
Enquanto isso, as duas colegas continuavam conversando em voz baixa.
— Depois que a Segunda Unidade ficou sob a responsabilidade da Tatiane, o desempenho melhorou muito. Eles fecharam vários projetos de grande porte. Uma pena que ela engravidou e acabou sendo transferida. Se fosse ela a tocar o projeto da Oceânica Brasil, talvez tivesse conseguido fechar o contrato.
— Ouvi dizer que não foi só por causa da gravidez. Parece que ela acabou desagradando o Sr. Henrique.
As vozes se perderam no ar, carregadas de insinuações.
Uma das duas ainda queria continuar a fofoca. Mas, ao se virar e se apoiar no parapeito da janela, acabou vendoTatiane, que estava ali enchendo o copo de água. As palavras morreram na garganta no mesmo instante.
Tatiane fingia não ouvir nada. Terminou de pegar a água e saiu da copa como se nada tivesse acontecido.
No caminho de volta para a sala, cruzou com Henrique, que também retornava ao escritório. Mesmo a vários metros de distância, Tatiane já sentia o campo de força frio e cortante que emanava do homem, uma presença capaz de causar medo e inquietação.
Era evidente que ele estava de péssimo humor.
Ela não ousava levantar os olhos para encarar aquela expressão gelada. Apressou o passo e se afastou para o lado, abrindo espaço.
Quando Henrique passou por ela, a pressão no ar pareceu despencar de repente, sufocante, a ponto de ninguém ousar respirar fundo.
Tatiane manteve o olhar baixo, o corpo rígido, os nervos esticados ao limite.
Somente quando ele se afastou de vez é que ela finalmente soltou o ar dos pulmões.
De volta à sua mesa, pegou o celular e enviou uma mensagem para Leandro:
[Professor, vocês conseguiram fechar o projeto da Oceânica Brasil?]
[Dá para marcar, sim.]
Tatiane não perdeu tempo. Reservou imediatamente uma mesa no La Aurora e avisou Leandro em seguida.
Por volta das quatro da tarde, todo o trabalho de Tatiane já estava oficialmente repassado.
Ela avisou Floriana, que assinou os documentos sem muito ânimo, claramente sem disposição para trocar mais do que o necessário.
Depois disso, Tatiane foi ao departamento de recursos humanos para finalizar os últimos procedimentos. Como o pedido de demissão partira dela, naturalmente não houve nenhuma compensação posterior.
No momento em que saiu do prédio carregando a caixa com seus pertences, lembrou-se de quando entrara ali pela primeira vez, cheia de entusiasmo. Parecia ter sido ontem. Agora, deixar aquele lugar de forma tão silenciosa e abatida realmente era constrangedor.
Mas, no fim, nada disso importava mais.
A vida, afinal, sempre fora um processo contínuo de tentativa e erro, de crescimento por meio das escolhas.
O jantar estava marcado para as seis da noite.
Ela dirigiu até em casa primeiro.
Comentou com Mônica que à noite convidaria Leandro e Sérgio para jantar.
Tatiane se arrumou com calma.
Quando o horário se aproximou, decidiu ir de metrô. Assim, ainda podia caminhar um pouco pelo caminho.
Antes de sair, Mônica insistiu várias vezes para que ela tomasse cuidado.
Meia hora depois…

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
Estava gostando muito da história, mas agora perdeu o encanto. A Tati deveria se divorciar do Henrique. E ficar com o Leandro. O título do Livro não tem nada a ver com a história. Acho que nem vou ler o restante....
"O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores", e é por isso que vocês entregam apenas 3/4 do texto original quando começamos a pagar com as moedas? Porque sempre faltam falas e a gente acaba ficando sem entender algumas coisas. Corrijam isso....
390 capítulos e ele não decide o que faz com ela além de humilhar, 390 capítulos que o irmão lerdo não vê que ela é a irmã que ele tanto procura, ela não entendeu até agora que o pai foi forçado a pedir pra ela sair do pais por conta da mãe monstra dela, história que tinha tudo para ser boa tá andando em circulos... vamos melhorar por favor!...
30 capítulo e não aconteceu nada de interessante, esse cara é ridículo, a história tá perdendo enredo, era pra tá prendendo a gente , mas já tá um saco, li até aqui e não vi sentido algum. Me desculpa só sendo sincera…...