Tatiane chegou ao La Aurora e aguardou dentro do reservado. Enviou uma mensagem para Leandro. Eles ainda levariam cerca de vinte minutos para chegar.
Pouco depois, o celular vibrou. Era Leandro ligando.
— Vou levar mais uma pessoa. Você se importa? — Perguntou Leandro.
— Claro que não. — Respondeu Tatiane.
— Acho que ela vai se dar bem com você.
— Ótimo.
A ligação foi encerrada.
Vinte minutos depois, Leandro chegou ao reservado acompanhado dos outros.
Ao lado deles vinha uma mulher jovem. Os traços eram suaves e abertos, acolhedores e firmes ao mesmo tempo. O rosto sereno tinha algo de quase maternal. Parecia ter pouco mais de trinta anos. Usava o cabelo curto, na altura dos ombros, vestia roupas sociais e transmitia uma tranquilidade segura, típica de quem já acumulava longa experiência no mundo corporativo. À primeira vista, era claramente uma executiva de alto nível.
Eles se cumprimentaram.
Leandro fez a apresentação:
— Esta é a Patrícia Brito, minha colega mais nova da época da faculdade.
Em seguida, virou-se para ela:
— E esta é a aluna de quem te falei, a Tatiane.
— Prazer. Posso te chamar de Paty? — Tatiane tomou a iniciativa.
Patrícia sorriu:
— Claro que pode. Hoje eu só vim acompanhar meu veterano para ganhar um jantar grátis. Você não se importa, né?
— De jeito nenhum.
Depois de se sentarem, fizeram o pedido.
Tatiane aproveitou para agradecer a Sérgio:
— Antes eu não tive a chance de agradecer direito, Sr. Sérgio. Muito obrigada pelo que fez.
Sérgio respondeu com naturalidade:
— Coisa pequena. Não precisa disso tudo. Ouvi dizer que você pediu demissão.
— Pedi. Vou trabalhar como assistente do professor por um mês.
— Isso é ótimo. Daqui para a frente, é melhor andar colada no seu professor Leandro. Aquela noite, com aquele frio, você grávida lá fora… E certas pessoas simplesmente te ignorando. Se fosse por mim, já resolvia logo esse divórcio. Homem bom é o que não falta nesse mundo.
Sérgio conhecia Tatiane havia anos. Confiava no caráter dela e, naturalmente, jamais pensaria que ela pudesse usar qualquer artifício baixo, muito menos uma gravidez, para se aproveitar de alguém.
Afinal, a família Barbosa não era qualquer família. Não existia a menor chance de eles cederem apenas porque Tatiane estava grávida. Se tinham aceitado sua entrada, era porque ela possuía valor suficiente, peso real, para isso.
Quando o assunto chegava aos planos futuros de Tatiane, ela descobria que Patrícia também fora aluna de Michael. Patrícia a alertava com um sorriso contido: no dia a dia, Michael parecia educado e gentil. Mas, no campo acadêmico, era extremamente rigoroso. Formar-se sob a orientação dele definitivamente não era algo simples.
As duas trocaram contatos.
Em determinado momento, Tatiane sentiu vontade de ir ao banheiro, e Patrícia se ofereceu para acompanhá-la.
Ao saírem do reservado e retornarem do banheiro, deram de cara com alguém no corredor.
Era Karine.
Tatiane interrompeu o passo por um instante. Ao vê-la ali, entendeu na hora. Então Henrique também estava jantando naquele restaurante.
O mundo realmente era pequeno demais.
Karine observou as duas juntas, claramente surpresa. Seu olhar pousou em Patrícia. Os lábios se curvaram em um sorriso calculado.
— Patrícia, quanto tempo… Não esperava te encontrar aqui. — Disse ela, em um tom aparentemente amistoso.
Tatiane se surpreendeu ainda mais.
Então Karine e Patrícia se conheciam.
Patrícia a encarou com frieza. A expressão era neutra, mas a voz carregava um leve sarcasmo cortante:
— Pelo visto, hoje realmente não é um dia de sorte.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
Estava gostando muito da história, mas agora perdeu o encanto. A Tati deveria se divorciar do Henrique. E ficar com o Leandro. O título do Livro não tem nada a ver com a história. Acho que nem vou ler o restante....
"O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores", e é por isso que vocês entregam apenas 3/4 do texto original quando começamos a pagar com as moedas? Porque sempre faltam falas e a gente acaba ficando sem entender algumas coisas. Corrijam isso....
390 capítulos e ele não decide o que faz com ela além de humilhar, 390 capítulos que o irmão lerdo não vê que ela é a irmã que ele tanto procura, ela não entendeu até agora que o pai foi forçado a pedir pra ela sair do pais por conta da mãe monstra dela, história que tinha tudo para ser boa tá andando em circulos... vamos melhorar por favor!...
30 capítulo e não aconteceu nada de interessante, esse cara é ridículo, a história tá perdendo enredo, era pra tá prendendo a gente , mas já tá um saco, li até aqui e não vi sentido algum. Me desculpa só sendo sincera…...