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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 125

— Pronto, Ceci.

A voz de Tatiane saiu visivelmente rouca.

— Rick, olha esta aqui. O que você acha?

A voz de Karine voltou a cortar o ar.

Os dedos de Tatiane se fecharam com força. Pelo canto dos olhos, percebeu Henrique entrando pela porta da loja. Embora já tivesse imaginado uma cena como aquela, vê-la diante dos próprios olhos fez uma onda de mágoa e raiva lhe subir ao peito, fora de controle.

— Madrinha, o que foi?

Percebendo que havia algo errado com Tatiane, Ceci perguntou, preocupada.

Tatiane puxou o ar fundo, tentando ao máximo conter as emoções. Depois, forçou um sorriso.

— Não foi nada.

Levou Ceci até o espelho.

Agachou-se ao lado da menina e ajeitou com cuidado a roupa em seu corpo.

— A Ceci gostou?

Ceci girou sobre si mesma, tentando ver o laço nas costas, e respondeu, toda feliz:

— Gostei.

Ao ouvir aquela voz, Henrique percebeu, de relance, uma silhueta familiar. Virou o rosto e viu a mulher arrumando com delicadeza a roupa da menina, com os olhos e a expressão tomados por um carinho quase transbordante.

Tatiane se levantou.

Por acaso, seu olhar encontrou o dele: um par de olhos escuros e profundos.

Ela desviou no mesmo instante, fria e indiferente, como se tivesse cruzado apenas com um desconhecido sem importância. Então se abaixou, pegou Ceci pela mão e foi até o caixa, pronta para pagar e ir embora.

Karine, naturalmente, também tinha notado Tatiane.

Ao perceber que o olhar de Henrique permanecia preso nela, uma vaga sensação de ameaça começou a crescer dentro dela.

Aquela Evelyn realmente tinha tudo para atrair homens.

— Então aquela é a Evelyn... Nem parece que já tem uma filha dessa idade.

— Madrinha...

— Não foi nada. Vamos sair daqui primeiro.

Só depois que desceram e já estavam bem longe dali, Tatiane enfim perdeu o controle.

As lágrimas começaram a cair sem parar.

Noemi se assustou e se apressou em segurá-la pelo braço.

— Tati, o que houve? Me fala, o que foi?

— Madrinha, madrinha, não chora...

Tatiane simplesmente não conseguia falar.

Levou um bom tempo até conseguir soltar a voz, engasgada pelo choro:

— Eu... Vou ao banheiro primeiro.

Quando Tatiane saiu de lá, já com os olhos menos vermelhos, parecia ter recuperado a calma.

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