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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 126

— Tati.

Tatiane ergueu os olhos e olhou para ela.

— Estou bem. Não se preocupe.

As duas estavam sentadas no banco de descanso, bem em frente à porta do banheiro.

Ceci segurava a mão de Tatiane com força.

— Madrinha, não chora.

Tatiane apertou de leve a mãozinha dela e sorriu.

— A madrinha não vai mais chorar.

Noemi continuava aflita.

— O que aconteceu?

Tatiane soltou o ar devagar e respondeu em voz baixa:

— Eu vi a minha filha.

Noemi se assustou.

Ela conhecia a situação de Tatiane.

— Então você viu...

A voz falhou por um instante. Dizer ex-marido não parecia adequado. Os dois ainda não estavam oficialmente divorciados. Então ela reformulou:

— Você viu sua filha com o pai? Ele não te reconheceu?

Tatiane assentiu.

Incontáveis vezes, ela lutara contra si mesma, desejando ir ver Beatriz. Mas tinha medo, medo daquela sensação sufocante de impotência, de encontrar a própria filha e, ainda assim, não poder ficar ao lado dela.

Também não queria aparecer diante de Henrique como Tatiane, nem voltar a ter qualquer tipo de vínculo com ele.

Naquele momento, sentia-se profundamente fracassada.

Não tinha coragem de encarar a realidade. Só sabia fugir.

Não conseguia ser como Noemi, que, mesmo diante do fracasso do casamento, ainda fora capaz de enfrentar tudo e lutar pelo que lhe pertencia.

Por um instante, Noemi não soube como consolá-la.

Apenas permaneceu em silêncio, esperando que Tatiane se acalmasse sozinha.

Quando Tatiane finalmente recuperou o controle das emoções, disse:

— Vamos levar a Ceci para outro lugar.

— Está bem.

Noemi concordou na mesma hora.

Depois disso, as duas saíram dali com Ceci.

Foram até uma doceria ali perto e comeram alguma coisa.

Ceci sabia que a madrinha estava triste, então chegou até a oferecer a ela a própria porção de gelatina.

A essa altura, Tatiane já estava bem melhor.

Depois, elas se prepararam para ir ao parque da Universal.

Ceci soltou uma risadinha feliz.

Tatiane também sorriu. Sob a luz radiante do sol, seu rosto bonito parecia ainda mais deslumbrante. Os traços eram delicados como os de uma pintura, e o sorriso florescia como uma flor se abrindo. Havia calor e ternura em cada movimento do seu olhar, mas, no fundo daquela doçura, existia também um encanto irresistível, uma sensualidade sutil que surgia sem esforço.

— Rick.

Henrique desviou o olhar, sem deixar transparecer nada, e se virou para Karine, sentada ao lado dele. Sua voz saiu com a suavidade de sempre.

— O que foi?

Karine, é claro, tinha visto quem estava na calçada.

Embora a expressão de Henrique continuasse a mesma, ela sabia muito bem que, segundos antes, ele estava olhando para aquela mulher.

Reprimindo o que sentia, Karine curvou os lábios em um sorriso.

— A senhorita Evelyn é realmente muito bonita.

Naquele momento, Beatriz dormia tranquilamente a soneca da tarde, deitada no bercinho entre os dois. Desde que Beatriz passara a existir, ocupando o tempo de Henrique e também o amor dele, Karine já não ousava agir como antes, fazendo cena ou criando confusão por qualquer coisa.

Naquela época, por causa de Beatriz, Henrique a deixara em segundo plano.

Ela brigara com ele por isso.

Achava que, como sempre, Henrique voltaria a ceder e a mimá-la sem limites.

Mas não foi o que aconteceu.

Karine voltou para Porto Nobre e o ignorou de propósito. Chegou até a se aproximar de outros homens só para provocá-lo.

Mesmo assim, Henrique apenas ligou algumas vezes.

Depois disso, nunca mais deu sinal.

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