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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 124

Leandro entregou o carrinho a Noemi.

— Vocês vão na frente e podem ir olhando as lojas. Se precisarem de alguma coisa, me liguem.

Noemi assentiu.

— Está bem. Ceci, dê tchau para o tio.

Ceci acenou com a mãozinha.

— Tchau, tio.

Leandro afagou de leve a cabecinha dela.

Roberto então se despediu de Tatiane.

— Quando for voltar, me liga que eu venho te buscar.

Tatiane respondeu com um aceno.

— Certo.

Depois, Roberto também se despediu de Leandro.

Noemi acomodou a filha no carrinho e entrou no shopping com Tatiane.

No caminho, perguntou em tom fofoqueiro:

— Ei... Então vocês estão morando juntos agora?

Tatiane corrigiu imediatamente:

— Estamos morando no mesmo condomínio.

Noemi abriu um sorriso cheio de segundas intenções.

— Ah, é? E qual é a diferença?

Tatiane lançou a ela um olhar sério.

— O que exatamente você quer dizer com isso?

Noemi estreitou os olhos, sorrindo.

— Nada, ué. Só perguntei.

Como Roberto, naquela época, vivia indo aos Estados Unidos para ver Tatiane, Noemi naturalmente também acabou conhecendo-o.

As intenções dele eram óbvias demais.

Só que, naquele momento, Tati estava com a cabeça inteiramente voltada para a carreira e para o trabalho. Não havia espaço algum para esse tipo de pensamento.

E, de certo modo, aquilo também estava bom.

Ela até já tinha pensado em juntar Tati com o próprio irmão.

— Aliás, você faz ideia do tamanho da sua repercussão na internet agora?

Tatiane estava atolada de trabalho. Onde teria tempo para acompanhar as notícias online? Ainda assim, naquela manhã, tinha visto os assuntos mais comentados. Sua apresentação no programa econômico da noite anterior, somada à participação na cúpula financeira dois dias antes, tinha feito sua popularidade disparar.

Ela ligou imediatamente para a pessoa responsável por controlar esse tipo de situação e mandou esfriar o assunto.

Não queria virar figura pública de jeito nenhum.

Tatiane então levou Ceci para escolher roupas primeiro. Ao ver aqueles vestidinhos lindos, nem esperou experimentar e já comprou dois.

A vendedora ainda recomendou uma jaquetinha casual de manga curta, em amarelo-claro, com um laço para amarrar nas costas. Tatiane se agachou, pronta para experimentá-la em Ceci.

Foi nesse momento que ouviu:

— Bia, você gosta dessa?

Ao ouvir aquela voz conhecida, o coração de Tatiane se apertou sem aviso.

Ela virou a cabeça.

Através de uma fileira de araras no meio da loja, viu Karine.

E também... Beatriz.

No instante em que viu o perfil delicado e clarinho da filha, toda a saudade que vinha reprimindo desabou de uma vez, como uma maré violenta. O peito lhe doeu em ondas, numa fisgada atrás da outra.

Seu olhar se cravou em Beatriz e, por um momento, ela simplesmente perdeu o chão.

— Madrinha.

A voz de Ceci a trouxe de volta.

Só então Tatiane retomou a consciência. Respirou fundo, tentou se recompor e se obrigou a se acalmar antes de terminar de vestir Ceci e amarrar o laço nas costas da blusinha.

Era um gesto simples, simples demais.

Mesmo assim, Tatiane precisou refazê-lo três vezes.

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