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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 123

— Você está falando daqueles vários arremessos seguidos que nem entraram?

Tatiane cravou os olhos nele.

— Roberto, você está querendo apanhar, é isso?

Roberto riu ainda mais, claramente se divertindo.

— Pra que ficar brava? A gente não vai rir de você. E eu ainda posso te aceitar como aluna, de graça.

Tatiane levantou o pé para pisar nele.

— Quem disse que eu quero que você me ensine?

Só que Roberto desviou com facilidade.

Tatiane, inconformada, tentou de novo. Roberto se esquivou com um movimento rápido e escapou mais uma vez.

— Não conseguiu.

— Você...

Tatiane partiu para cima dele.

Roberto saiu correndo na frente.

— Roberto, volta aqui agora!

Cristiano vinha logo atrás, vendo os dois correrem e brigarem de brincadeira. Tudo o que conseguiu fazer foi soltar um sorriso impotente.

Quando chegaram à entrada da mansão, Roberto ergueu os dois braços em pose de vitória.

— Eu ganhei.

Tatiane parou, ofegante, e logo lhe deu um chute.

— Ganhou o quê? Quem foi que estava competindo com você?

Roberto soltou um gemido de dor.

Mônica estava no jardim, regando as flores. Ao ver os dois naquela algazarra, aproximou-se e disse:

— Vão logo tomar banho. O café da manhã já vai ser servido.

Roberto perguntou na mesma hora:

— Tem pão de queijo recheado com requeijão, não tem? O meu favorito?

Os olhos de Mônica se encheram de ternura.

— Claro que tem.

— Mãe, da próxima vez, lembra de cobrar pela comida dele. — Comentou Tatiane.

Roberto olhou para ela.

— Ué, não quer mais que o chefão te leve junto pra lucrar?

Tatiane estendeu a mão e beliscou o braço dele de novo, antes de entrar na mansão.

Roberto esfregou o braço no lugar onde havia sido beliscado.

Vendo os dois daquele jeito, Mônica não conseguiu segurar o riso. Então olhou para Roberto e o apressou:

— Beto, anda logo, vai se arrumar.

Tatiane então entrou em contato com Leandro.

Leandro e os pais correram imediatamente para lá.

Ainda assim, aquele casamento se arrastou por quase dois anos, até que Noemi finalmente conseguiu se divorciar. Depois disso, voltou para o país levando a filha consigo.

Depois do almoço, Roberto precisou passar na empresa e aproveitou para lhe dar carona.

Noemi tinha marcado com ela no edifício Faria Lima, no centro financeiro da cidade.

Assim que Tatiane desceu do carro, ouviu uma voz chamá-la:

— Madrinha!

Uma coisinha pequenininha, usando um vestidinho lindo, correu na direção de Tatiane.

Tatiane apressou o passo, agachou-se e pegou Cecília no colo.

— Meu amorzinho, devagar. Não corre assim, senão você cai.

Noemi veio logo atrás, enquanto Leandro empurrava o carrinho um pouco mais ao fundo.

— Desde de manhã ela não fala de outra coisa além de querer ver a madrinha. — Disse Noemi, num tom entre a resignação e a diversão.

Tatiane beijou a bochechinha de Ceci.

— A madrinha também estava com saudade da Ceci.

Ceci tinha feito cinco anos em março daquele ano. Era apenas dois meses mais nova que Bia.

Ao ver Roberto, Leandro lhe lançou um sorriso discreto. Os dois trocaram um cumprimento com um aceno de cabeça.

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