Entrar Via

Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 122

Henrique respondeu com a voz mansa:

— Você não prometeu que amanhã ia passear com Kari?

Beatriz então se lembrou. Naquele dia, Kari tinha ligado para ela, e ela prometera sair com ela.

Kari sempre a tratara muito bem. Vivia lhe dando diamantes brilhantes, vestidinhos lindos e todo tipo de boneca.

Mesmo querendo muito ver a titia bonita, Beatriz era uma menina de palavra. Quando prometia alguma coisa, fazia questão de cumprir.

— Então está bem. Daqui a dois dias eu vejo a titia bonita.

Henrique soltou um som baixo em resposta:

— Ok.

Ele ficou em casa fazendo companhia à filha, assistindo a desenhos com ela e montando quebra-cabeças.

Agora, quase todo o seu tempo livre era dedicado à menina. As pessoas que antes viviam chamando Henrique para sair já tinham parado por conta própria. Todos ao seu redor sabiam que sua filha era mais importante para ele do que a própria vida.

Quando Beatriz se cansou de brincar e o sono bateu, Henrique a levou no colo até o quarto.

Deitou a filha na cama, cobriu-a com o edredom cor-de-rosa e, depois de beijar sua testa, seguiu para o escritório.

No fim de semana, Tatiane finalmente conseguiu tirar um dia de descanso.

Ainda assim, ela não tinha o hábito de dormir até mais tarde. Logo cedo, saiu de casa para se alongar e acabou vendo Roberto vindo em sua direção.

Tatiane ergueu a mão e acenou para ele.

Roberto vestia um conjunto esportivo de verão. Tinha uma faixa de treino na testa, e seu corpo alto e esguio, de ombros largos, cintura fina, braços longos e pernas bem definidas, era o retrato de alguém que treinava com frequência. Havia nele uma energia solar e despojada, com um charme marcante.

Ele correu até Tatiane.

Tatiane o cumprimentou:

— Bom dia.

Roberto curvou os lábios em um sorriso.

— Bom dia. Você voltou ontem à noite?

Tatiane assentiu.

— Foi.

Aquela mansão tinha sido comprada principalmente para que Mônica e Marcos pudessem aproveitar a aposentadoria com tranquilidade e ajudar a cuidar da criança. Ficava a quarenta minutos de carro do lugar onde Tatiane trabalhava.

Hoje, ela tinha um apartamento próprio na cidade, mais por praticidade, já que assim tudo ficava mais conveniente para o trabalho. Mesmo assim, sempre que podia, voltava para casa. Gostava de estar com a família e não curtia muito ficar sozinha.

— Olha, para conseguir te ver agora, está ficando difícil mesmo. — Roberto comentou em tom de brincadeira.

Tatiane sorriu.

Tatiane se sentou no banco, tomou um gole d’água e ficou observando em silêncio.

Depois de descansar um pouco, pegou a bola de basquete e foi brincar de arremessar.

De repente, alguém acertou uma cesta de três pontos perfeita no aro ao lado dela.

Tatiane virou a cabeça e viu um jovem desconhecido.

Ele vinha caminhando em sua direção, com um sorriso confiante no rosto, quando, de repente, uma bola da quadra ao lado cortou o ar e caiu com precisão dentro da cesta, limpa, sem nem tocar no aro.

O rapaz se assustou por um instante. Quando se virou para olhar, a expressão em seu rosto revelou um leve constrangimento.

Roberto ergueu de leve a sobrancelha para Tatiane e sorriu de canto, exibindo um dentinho canino. Sob a luz da manhã, seu rosto parecia ainda mais vibrante, cheio daquela energia luminosa de quem transbordava juventude.

— Tati, vamos! — Gritou Cristiano.

Tatiane então foi até os dois com a bola nas mãos e a devolveu.

Ao saírem da quadra, caminharam sem pressa de volta para a mansão. A brisa da manhã batia no rosto, fresca e agradável.

Roberto imitou o movimento de um arremesso em suspensão e perguntou:

— Fala aí, qual foi mais bonito? O meu arremesso de longe ou a bola de três?

— Isso ainda precisa perguntar? Claro que o meu foi mais bonito.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora