O bebê apresentava uma pequena alteração, mas nada que exigisse preocupação. O mais importante era Tatiane manter o bom humor e continuar tomando os suplementos por mais algum tempo.
Nos exames realizados alguns dias antes, os médicos haviam identificado deficiência de alguns micronutrientes e, por isso, prescrito a suplementação.
Henrique aproveitou para perguntar o sexo do bebê.
Segundo o médico, muito provavelmente era um menino.
Ao saírem do hospital, Henrique segurou a mão de Tatiane e olhou para ela. Um leve sorriso apareceu em seus lábios.
— O irmãozinho que a Bia tanto queria. Finalmente o desejo dela vai se realizar.
Tatiane ergueu os olhos para ele.
— Então era a Bia que queria tanto? Você não disse que tinha feito de propósito?
O sorriso de Henrique se acentuou.
— Se é um desejo da Bia, cabe a mim realizar.
Tatiane o encarou por alguns segundos.
— Claro. Agora qualquer coisa que você diga vira verdade.
E seguiu em frente.
Henrique soltou uma risada baixa e foi atrás dela.
Ao chegarem ao carro, abriu a porta para Tatiane. Depois que ela entrou, deu a volta e se acomodou do outro lado.
O motorista seguiu em direção ao aeroporto.
Quando embarcaram, Tatiane ainda se surpreendeu com o luxo do interior do avião.
Aquilo não deixava nada a desejar a uma suíte de hotel de alto padrão. Havia sala de estar, quarto privativo e até cozinha, tudo completamente equipado.
Além da tripulação, havia um chef a bordo e uma equipe médica especializada.
Tatiane percorreu o ambiente com os olhos.
Só aquilo já bastava para mostrar o quanto Henrique havia se preocupado com ela.
Em certos momentos, ele realmente parecia amá-la muito.
Ainda assim, alguma coisa dentro dela continuava estranha. Era uma sensação difícil de nomear. Tatiane nem sabia dizer se estava feliz ou se aquilo era outra coisa.
— No que está pensando? — Henrique perguntou ao notar sua distração.
Tatiane voltou a si.
— Em nada.
Ele a observou por um instante, como se tentasse descobrir o que ela não queria dizer, mas não insistiu.
Conduziu-a até o assento, esperou que se acomodasse e se inclinou para afivelar o cinto de segurança.
Pouco depois, o avião começou a subir.
Tatiane permaneceu olhando pela janela enquanto a cidade diminuía cada vez mais lá embaixo, até parecer distante demais.
Teve a súbita impressão de que aqueles dias haviam passado rápido demais.
Parecia que tinha chegado à Islândia ainda ontem.
Henrique virou o rosto e a observou por alguns instantes. Tatiane estava tão concentrada na paisagem que nem percebeu.
Ele desviou os olhos e segurou a mão dela.
Quando o avião atingiu a altitude de cruzeiro, uma comissária trouxe algo para comer.
Henrique ficou com Tatiane durante a refeição.
Não havia qualquer cordialidade em sua expressão.
A frieza daquele único olhar fez o sorriso da comissária desaparecer. Um arrepio percorreu seu corpo, e por um instante ela quase se esqueceu de respirar.
— Saia.
Ela se recompôs na mesma hora.
— Sim, senhor.
Virou-se depressa, mas as pernas pareciam ter perdido a força.
Quando voltou à área de serviço, a chefe de cabine, que a acompanhava naquele voo particular, lançou-lhe um olhar severo.
— Você ainda não percebeu o quanto o Sr. Henrique se importa com a esposa? Faça o seu trabalho e tire da cabeça qualquer ideia que não deveria estar tendo. Ou ainda vai acabar arrumando problema para você mesma.
Desde o embarque, a chefe de cabine vinha observando Henrique.
Praticamente toda a atenção dele havia permanecido voltada para Tatiane. Até uma equipe médica fora designada para acompanhá-los durante o voo, e todo o serviço havia sido preparado em um padrão muito acima do habitual.
Não era difícil perceber o quanto ele valorizava a esposa.
A comissária abaixou a cabeça, constrangida.
— Fique aqui. Daqui para a frente, eu mesma vou atendê-lo.
Depois de concluir parte do trabalho, Henrique fechou o notebook, levantou-se e voltou para o quarto da cabine.
Tatiane continuava dormindo.
O filme ainda passava na tela.
Henrique desligou o monitor e se sentou na beirada da cama, observando-a em silêncio.
A respiração dela era leve e regular, fazendo seu peito subir e descer suavemente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
Cadê o final dos demais. E esse final entre eles q idiotice foi esse...
Não acredito que passei meses lendo um livro.pra no final essa autora sem nexo concluir um final bosta desses. Gastei dinheiro num final fuleiro desse...
Acabou? Só isso? 1217 é o último capítulo mesmo?...
Autora, agora você acertou em cheio. Essa declaração de Henrique foi demais. Ele sabe que ela recuperou a memória, ele não pede perdão, ele assume o erro, ele promete compensar pelo resto da vida, ele não exige que ela acredite, ele espera que ela acredite. É outro homem, kkkk. Esse homem também é muito carente, precisava deixar o filho com fome, mamando todo o leitinho da mãe? Kkkkk....
A história ta chata,Henrique um imbecil, canalha desde o início, Tatiane sem nenhuma atitude de verdade....
Eu pulei do capítulo 1122 para o capítulo 1146 e, ACREDITEM....., não senti nenhuma diferença....
Entre os parágrafos: OS DOIS SE VIRARAM...e ANDRÉ DEMONSTROU SURPRESA.; tem mais 5 parágrafos sim bastante coisa. Aqui a gente paga e não recebe toda a história. Acompanho no app GOOD NOVEL e vejo que falta muito texto aqui....
Esse livro era otimo ate o capitulo 700 mas agora esta simplesmente um porre.... sem falar q atualiza a prestação. Ja gastei tanto tempo e dinheiro, so por isso continuo... se naoz queria nem ler essa porcaria mais....
Um capítulo por dia!!!! Não é possível, a história já está se arrastando faz tempo, nenhuma tomada de decisão e agora um capítulo por dia! Acho que a autora quer que os leitores abandonem o livro....
Agora vai um capítulo por dia? Então muda lá na capa onde diz "7 capítulos por dia"....