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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 1148

O bebê apresentava uma pequena alteração, mas nada que exigisse preocupação. O mais importante era Tatiane manter o bom humor e continuar tomando os suplementos por mais algum tempo.

Nos exames realizados alguns dias antes, os médicos haviam identificado deficiência de alguns micronutrientes e, por isso, prescrito a suplementação.

Henrique aproveitou para perguntar o sexo do bebê.

Segundo o médico, muito provavelmente era um menino.

Ao saírem do hospital, Henrique segurou a mão de Tatiane e olhou para ela. Um leve sorriso apareceu em seus lábios.

— O irmãozinho que a Bia tanto queria. Finalmente o desejo dela vai se realizar.

Tatiane ergueu os olhos para ele.

— Então era a Bia que queria tanto? Você não disse que tinha feito de propósito?

O sorriso de Henrique se acentuou.

— Se é um desejo da Bia, cabe a mim realizar.

Tatiane o encarou por alguns segundos.

— Claro. Agora qualquer coisa que você diga vira verdade.

E seguiu em frente.

Henrique soltou uma risada baixa e foi atrás dela.

Ao chegarem ao carro, abriu a porta para Tatiane. Depois que ela entrou, deu a volta e se acomodou do outro lado.

O motorista seguiu em direção ao aeroporto.

Quando embarcaram, Tatiane ainda se surpreendeu com o luxo do interior do avião.

Aquilo não deixava nada a desejar a uma suíte de hotel de alto padrão. Havia sala de estar, quarto privativo e até cozinha, tudo completamente equipado.

Além da tripulação, havia um chef a bordo e uma equipe médica especializada.

Tatiane percorreu o ambiente com os olhos.

Só aquilo já bastava para mostrar o quanto Henrique havia se preocupado com ela.

Em certos momentos, ele realmente parecia amá-la muito.

Ainda assim, alguma coisa dentro dela continuava estranha. Era uma sensação difícil de nomear. Tatiane nem sabia dizer se estava feliz ou se aquilo era outra coisa.

— No que está pensando? — Henrique perguntou ao notar sua distração.

Tatiane voltou a si.

— Em nada.

Ele a observou por um instante, como se tentasse descobrir o que ela não queria dizer, mas não insistiu.

Conduziu-a até o assento, esperou que se acomodasse e se inclinou para afivelar o cinto de segurança.

Pouco depois, o avião começou a subir.

Tatiane permaneceu olhando pela janela enquanto a cidade diminuía cada vez mais lá embaixo, até parecer distante demais.

Teve a súbita impressão de que aqueles dias haviam passado rápido demais.

Parecia que tinha chegado à Islândia ainda ontem.

Henrique virou o rosto e a observou por alguns instantes. Tatiane estava tão concentrada na paisagem que nem percebeu.

Ele desviou os olhos e segurou a mão dela.

Quando o avião atingiu a altitude de cruzeiro, uma comissária trouxe algo para comer.

Henrique ficou com Tatiane durante a refeição.

Não havia qualquer cordialidade em sua expressão.

A frieza daquele único olhar fez o sorriso da comissária desaparecer. Um arrepio percorreu seu corpo, e por um instante ela quase se esqueceu de respirar.

— Saia.

Ela se recompôs na mesma hora.

— Sim, senhor.

Virou-se depressa, mas as pernas pareciam ter perdido a força.

Quando voltou à área de serviço, a chefe de cabine, que a acompanhava naquele voo particular, lançou-lhe um olhar severo.

— Você ainda não percebeu o quanto o Sr. Henrique se importa com a esposa? Faça o seu trabalho e tire da cabeça qualquer ideia que não deveria estar tendo. Ou ainda vai acabar arrumando problema para você mesma.

Desde o embarque, a chefe de cabine vinha observando Henrique.

Praticamente toda a atenção dele havia permanecido voltada para Tatiane. Até uma equipe médica fora designada para acompanhá-los durante o voo, e todo o serviço havia sido preparado em um padrão muito acima do habitual.

Não era difícil perceber o quanto ele valorizava a esposa.

A comissária abaixou a cabeça, constrangida.

— Fique aqui. Daqui para a frente, eu mesma vou atendê-lo.

Depois de concluir parte do trabalho, Henrique fechou o notebook, levantou-se e voltou para o quarto da cabine.

Tatiane continuava dormindo.

O filme ainda passava na tela.

Henrique desligou o monitor e se sentou na beirada da cama, observando-a em silêncio.

A respiração dela era leve e regular, fazendo seu peito subir e descer suavemente.

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