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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 1147

Muita gente aproveitava o cenário para tirar fotos.

Alguns casais até apontavam o celular para o pôr do sol e se beijavam durante as selfies, todos com sorrisos felizes no rosto.

Henrique chamava atenção demais, tanto pela aparência quanto pela presença marcante, e não demorou para várias pessoas começarem a olhar na direção dos dois.

Sentados lado a lado, em silêncio, sem tirar uma única foto, eles realmente pareciam destoar do restante.

Aos poucos, o céu começou a escurecer.

— Já está bom. Vamos.

Henrique segurou a mão de Tatiane e a puxou para se levantar.

Naquela noite, levou a própria bagagem para o quarto dela.

Quando Tatiane saiu do banheiro, encontrou-o ali.

Henrique sequer se preocupou em dar explicações. Apenas abriu a mala e começou a guardar as roupas no armário.

— Amanhã de manhã vamos ao centro. Já que viemos até aqui, quero aproveitar para passear com você. Podemos comprar alguns presentes para a Bia e os outros também.

Tatiane não respondeu.

Foi dormir cedo.

Henrique ficou no sofá com o notebook no colo, resolvendo alguns assuntos de trabalho pela internet.

Quando terminou, fechou o computador e olhou para a cama.

Permaneceu imóvel por alguns segundos antes de se levantar e ir até ela.

Sentou-se devagar na beirada do colchão e ficou observando Tatiane dormir.

O rosto dela estava sereno, completamente alheio à presença dele.

Henrique não fazia ideia de quanto tempo ficou assim.

Por fim, levantou-se e foi ao banheiro.

Depois de se lavar e se arrumar para dormir, voltou ao quarto, ergueu o cobertor e se deitou ao lado dela.

Passou um braço por baixo de sua nuca e a envolveu com o outro, puxando-a para perto.

Apoiou o queixo no alto da cabeça de Tatiane, fechou os olhos e, pouco a pouco, adormeceu.

Na manhã seguinte, Henrique a levou até o centro da cidade.

Assim que os dois desceram do carro, o assistente seguiu sozinho para o hotel.

Primeiro, visitaram a Hallgrímskirkja e depois fizeram algumas compras. À tarde, foram até o lago Tjörnin.

As copas das árvores ao redor do lago estavam tingidas de dourado.

Tatiane vestia um casaco preto de cashmere e um chapéu quadrado decorado com uma camélia branca. Algumas mechas escapavam por baixo do chapéu e se moviam com o vento, dando-lhe uma leveza inesperada. Sob a luz do sol, sua pele clara parecia ainda mais luminosa.

Tatiane ficou olhando para a tela.

À primeira vista, aquilo realmente parecia uma foto de casal.

Ela observou a tela.

À primeira vista, pareciam mesmo um casal.

Tatiane continuava sem entender como poderia ter se apaixonado por um homem de temperamento tão insuportável. Ainda assim, a foto estava ali, diante de seus olhos. Entre os dois, parecia realmente ter existido alguma coisa.

Só podia ter sido enganada pela aparência dele.

Com certeza Henrique a seduzira primeiro.

— Reconhece as pessoas da foto?

Tatiane lançou-lhe um olhar enviesado, desviou o rosto e continuou andando.

Henrique a alcançou em poucos passos e passou um braço ao redor de sua cintura.

Depois de caminharem mais um pouco, Tatiane já estava sem energia. Os dois acabaram voltando para o hotel.

Dois dias depois, a autorização da rota aérea finalmente foi aprovada.

Antes da partida, Henrique levou Tatiane ao hospital para fazer um check-up completo.

Como já havia um relatório dos exames realizados quando ela chegara, o médico primeiro analisou os resultados anteriores e, em seguida, pediu alguns exames de rotina.

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