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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 104

Com um vestidinho rosa delicado, com pequenos cristais brilhando na barra da saia, Bia parecia um anjinho.

Sua voz doce e infantil arrancava sorrisos sinceros de todos ao redor.

A família inteira batia palmas no ritmo para acompanhá-la.

Henrique observava a filha, e em seus olhos escuros havia um orgulho sereno e profundo, daqueles que só um pai era capaz de sentir.

Quando Bia terminou de cantar, todos começaram a aplaudir juntos.

Os elogios vieram de todos os lados, sem parar.

De repente, Beatriz ficou envergonhada. O rostinho corou, e ela correu até o pai, escondendo a cabecinha no colo dele.

A cena fez todo mundo cair na risada.

Henrique a pegou no colo e alisou de leve seus cabelos.

— A Bia cantou muito bem.

Desde que aquela pequena chegou à família, a casa inteira parecia ter ganhado mais calor e mais ternura.

Na hora do jantar, Henrique comia enquanto cuidava da filha.

Beatriz era muito comportada. Ficava sentadinha na cadeira infantil, comendo direitinho.

De repente, ela perguntou:

— Vovó, por que o tiozinho não veio?

Ela gostava muito dele. O tiozinho sempre a tratava bem e vivia aparecendo com presentes, então Bia também era muito apegada a ele.

Bruna olhou para a menina e suavizou a voz ao responder:

— O tiozinho teve um compromisso hoje à noite. Outro dia eu peço para ele vir brincar com a Bia, tá bom?

Beatriz soltou um "ah" baixinho e assentiu.

— Tá bom.

Depois do jantar, Gustavo e Antônio ficaram brincando de Lego com Beatriz na sala.

Os gêmeos de dez anos já estavam com quase um metro e sessenta. À primeira vista, era praticamente impossível distinguir um do outro, e por isso Bia vivia confundindo os dois.

Os dois adoravam aquela priminha linda e fofa.

Agora, sempre que pediam brinquedos ou presentes, já faziam questão de pedir uma unidade a mais para guardar para a Bia.

Às vezes, chegavam até a discutir porque Bia gostava mais do presente de um deles do que do outro.

No fim, sempre precisava ser a própria Bia a apaziguar os dois para que fizessem as pazes.

Por causa das crianças, Henrique e o irmão mais velho, Wellington, passaram a ter mais contato ao longo daqueles últimos anos.

Só por volta das nove da noite Beatriz começou a ficar com sono. Bocejava sem parar, e Henrique a pegou no colo para levá-la ao quarto.

Tatiane entrou no carro de Cristiano.

A mansão no Jardim das Colinas era a nova casa que Cristiano havia comprado dois anos antes, uma propriedade avaliada em mais de cem milhões. Agora, a família toda morava ali.

Quando chegaram, Mônica e Marcos ainda estavam acordados, esperando por eles.

— Voltaram.

— Pai, mãe.

A empregada trouxe uma sopa para ajudar com a ressaca.

— O bebê já dormiu? — Perguntou Tatiane.

Bebê era como todos chamavam carinhosamente o filho que Mônica e Marcos tinham tido no ano anterior. O menino tinha acabado de completar um ano.

Marcos agora estava oficialmente aposentado. Parecia até mais jovem do que antes. De vez em quando saía para pescar ou jogar cartas com os amigos, mas passava a maior parte do tempo cuidando da esposa e do filho. Os dois viviam tão bem juntos que chegavam a despertar inveja.

— Acabou de dormir. — Respondeu Mônica.

Tatiane foi até o quarto dar uma olhada no pequeno.

Tão pequenininho, tão miúdo.

Era realmente adorável.

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