No dia seguinte,
Cristiano tinha uma reunião marcada com um parceiro de negócios, então não pôde acompanhar Tatiane ao campo de golfe.
Tatiane suspirou, em tom de brincadeira:
— Ser o chefão realmente não é nada fácil, hein?
Cristiano sorriu.
— Vai se divertir. Aproveita para relaxar um pouco também, porque, daqui para a frente, você vai ter bastante trabalho.
E era verdade.
Aqueles poucos dias eram praticamente o único tempo livre que Tatiane teria. Depois disso, sua agenda ficaria lotada, uma coisa em cima da outra, sem trégua.
Depois do almoço, ela se despediu de Marcos e dos outros antes de sair de carro.
Quarenta minutos depois, chegou ao campo de golfe da área ecológica, no subúrbio leste.
Ela tinha se atrasado um pouco, e Patrícia e os demais já estavam no campo àquela altura.
Tatiane estacionou, desceu do carro e pegou a bolsa e a sacola com a troca de roupa.
O tempo naquele dia estava agradável. Havia sol, mas sem calor excessivo.
Tatiane usava um conjunto lilás de tecido leve e corte elegante. A faixa solta na gola balançava suavemente ao vento, realçando ainda mais a delicadeza do seu pescoço. Naquele dia, a maquiagem também estava mais leve e natural.
Ela seguiu em direção à recepção.
Foi então que um Rolls-Royce parou lentamente em frente à entrada.
Um funcionário correu até o carro e abriu a porta.
No mesmo instante, Tatiane avistou, perto da entrada, uma silhueta que lhe pareceu familiar.
Lucas!
Logo em seguida, o homem desceu do carro.
Alto, de porte elegante, ele vestia uma camisa de manga curta em tom bege-claro e uma calça casual branca. O perfil impecável continuava tão nobre e atraente quanto cinco anos antes.
Na sequência, a mulher desceu pelo outro lado. Vestia um vestido no mesmo tom bege suave. Ao se aproximar dele, segurou-lhe naturalmente o braço.
A mão de Tatiane, que apertava a bolsa, se contraiu sem que ela percebesse.
Ela forçou a própria respiração a se estabilizar, obrigando-se a manter a calma. Então subiu os degraus como se nada tivesse acontecido.
Lucas cumprimentava os dois quando, pelo canto do olho, notou uma silhueta esguia vestida de roxo. Virou a cabeça por reflexo.
E bastou um olhar.
Lucas ficou momentaneamente atordoado.
Sem desviar os olhos, Tatiane passou reto pelos três e entrou no saguão.
— Lucas.
Lucas voltou a si.
Karine sorriu e brincou:
— Não cansou de admirar a moça, não? Ela já foi embora, e você ainda estava olhando.
Lucas soltou um sorriso constrangido.
— Vamos entrar.
O encontro daquele dia tinha sido organizado por Lucas. Ele convidara os dois, além de outro amigo do círculo deles.
Guiada por uma funcionária, Tatiane foi primeiro ao vestiário para trocar de roupa. Vestiu um conjunto esportivo branco, prendeu todo o cabelo e colocou um boné.
Quando saiu do vestiário, deu de cara com Karine, que entrava para se trocar.
Ao ver Tatiane, Karine não conseguiu evitar lançar-lhe um olhar demorado, examinando-a da cabeça aos pés.
Karine sempre tivera extrema confiança na própria aparência. No círculo social em que vivia, acostumara-se a acreditar que ninguém podia se comparar à sua beleza.
E, durante todos aqueles anos, vivera cercada pelos elogios que os outros lhe dirigiam.
Na entrada, Karine não tinha conseguido ver direito o rosto dela, apenas aquele contorno perfeito, as costas impecáveis, a silhueta alta e elegante. E, sem perceber, já começara a se comparar.
Agora, vendo-a de boné, diante dela, teve de admitir uma coisa.
A mulher era realmente muito bonita.
Mesmo com o conjunto esportivo folgado, ainda era impossível esconder o corpo esguio e bem delineado. Paradas ali, lado a lado, bastou um instante para ficar evidente que ela era alguns centímetros mais alta.
E isso, sem motivo aparente, incomodou Karine.
Seus olhos esfriaram no mesmo instante.
Tatiane pegou o carrinho e seguiu até o campo.
Leandro, Sérgio, Roberto e Patrícia já tinham disputado duas rodadas.
E, como já era de se esperar, Roberto e Patrícia tinham perdido as duas.
Patrícia estava furiosa. Assim que viu Tatiane chegar, começou a reclamar na mesma hora:
— Tati, até que enfim você apareceu. Tem gente aqui que realmente não tem coração, só sabe humilhar quem nem entende de golfe. Anda, vem ajudar a gente a virar esse jogo. À noite, a gente ainda tem que arrancar um jantar caro deles.
Sérgio soltou duas risadinhas secas.
— Então agora você já está até xingando o próprio chefe, é isso? Quem foi mesmo que vive dizendo que é campeã em tudo? Aí perde e ainda quer dizer que a culpa é nossa por não termos compaixão.
Tatiane sorriu e entrou na brincadeira:
— Sérgio, chefe de verdade tem que agir como chefe.
Sérgio passou o braço pelos ombros de Leandro e respondeu:
— Eu sou só um chefzinho. O chefão de verdade está aqui. E o Beto, com aquele jogo vendendo horrores, hoje perder para a gente e bancar o jantar não é nada demais.
Roberto respondeu sem hesitar:
— Fechado. Hoje à noite eu pago.
— Tá vendo? Isso sim é postura. — Sérgio falou em tom satisfeito.
Patrícia rebateu na mesma hora:
— Então foi assim que você juntou dinheiro? Sendo pão-duro desse jeito?
Depois disso, cada um seguiu jogando à sua maneira.
Tatiane não sabia jogar golfe antes. Foi durante o período em que esteve nos Estados Unidos que aprendeu. Ela sempre teve facilidade para aprender qualquer coisa, e agora seu nível já era tão alto que podia ser comparado ao de jogadores profissionais.
Enquanto jogavam, Tatiane e Leandro conversavam sobre trabalho.
A Alvorada estava em contato com um novo projeto e pretendia colocá-la à frente dele. Naquele mesmo dia, Leandro havia recebido a notícia de que a Vértice Holdings também enviaria alguém para negociar.
Nos últimos anos, as duas empresas de investimentos vinham competindo de forma cada vez mais acirrada.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
Estava gostando muito da história, mas agora perdeu o encanto. A Tati deveria se divorciar do Henrique. E ficar com o Leandro. O título do Livro não tem nada a ver com a história. Acho que nem vou ler o restante....
"O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores", e é por isso que vocês entregam apenas 3/4 do texto original quando começamos a pagar com as moedas? Porque sempre faltam falas e a gente acaba ficando sem entender algumas coisas. Corrijam isso....
390 capítulos e ele não decide o que faz com ela além de humilhar, 390 capítulos que o irmão lerdo não vê que ela é a irmã que ele tanto procura, ela não entendeu até agora que o pai foi forçado a pedir pra ela sair do pais por conta da mãe monstra dela, história que tinha tudo para ser boa tá andando em circulos... vamos melhorar por favor!...
30 capítulo e não aconteceu nada de interessante, esse cara é ridículo, a história tá perdendo enredo, era pra tá prendendo a gente , mas já tá um saco, li até aqui e não vi sentido algum. Me desculpa só sendo sincera…...