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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 103

Vendo Tatiane tão tranquila, Patrícia não insistiu no assunto.

Além do mais, talvez Henrique nem sequer a reconhecesse.

Sem contar que, depois de tantos anos, por mais profundo que um sentimento tenha sido, o tempo sempre acabava encontrando um jeito de desgastá-lo, até que quase nada restasse.

Naquela noite, o jantar era para celebrar o retorno de Tatiane ao país.

Os cinco ergueram as taças em um brinde caloroso.

— Agora que a Alvorada ganhou mais um reforço de peso, o nosso Sr. Leandro finalmente pode dormir em paz. — Sérgio brincou, sorrindo.

Tatiane assumiria na Alvorada o cargo de diretora do departamento de investimentos. Ao mesmo tempo, havia sido contratada por uma das revistas financeiras mais prestigiadas do país como editora-chefe e ainda atuava como apresentadora da emissora estatal de economia e finanças.

Ela acumulava vários cargos.

E nada daquilo havia vindo por acaso.

Era o resultado de cinco anos de estudo incessante, de madrugadas em claro, de dias em que quase se esquecia do que era descansar. Dormia, no máximo, quatro ou cinco horas por noite e jamais deixava de se esforçar para se tornar melhor.

Patrícia realmente a admirava.

Às vezes, chegava até a suspirar, inconformada. Tatiane já era inteligente, talentosa e brilhante por natureza, e ainda por cima se dedicava como se a vida dependesse disso.

Durante a faculdade, ela já havia fechado sozinha um grande negócio para a Alvorada nos Estados Unidos.

Sozinha.

Aquilo simplesmente não deixava a menor chance para mortais comuns como ela.

Por isso, dentro da Alvorada, Patrícia já quase precisava chamá-la de diretora Tatiane.

— De agora em diante, vou me agarrar à nossa diretora Tatiane e esperar que ela me leve junto para o topo. — Patrícia falou com uma expressão descaradamente bajuladora.

Sérgio soltou uma risada e se virou para Leandro.

— Leandro, acho melhor mandar a Patrícia para um intercâmbio ou algum curso intensivo. Desse jeito, ela vai acabar entrando em regressão evolutiva.

Patrícia retrucou na mesma hora:

— Sr. Sérgio, não esquece quem foi que te ajudou a fechar o projeto da EN. Na verdade, quem precisa se reciclar é você. Para de viver enfiado no meio de mulher.

Sérgio chegou a rir de tanta indignação.

— Eu sou seu chefe, sabia?

— Agora já acabou o expediente.

Aqueles dois realmente pareciam feitos para implicar um com o outro.

De superiores e subordinados, não tinham nada. Pareciam mais amigos de longa data, sempre se provocando sem parar.

Beatriz a chamou com a voz doce:

— Bisa, me pega no colo.

E estendeu os bracinhos para ela.

Lorena recebeu Bia nos braços. Aos cinco anos, a menina já estava quase com um metro e vinte, então ela só conseguiu segurá-la por um instante antes de colocá-la no chão outra vez.

— Bia, vem aqui com a vovó.

Bianca a chamou. Ao olhar para a netinha linda e adorável, seus olhos se encheram de ternura.

Beatriz correu até lá.

— Vovó.

Depois, foi cumprimentando os mais velhos e os primos, um por um.

Todos responderam, um após o outro, e a atmosfera ficou calorosa e harmoniosa.

Naquela noite, a família Barbosa estava reunida para um jantar em família.

Desde pequena, Bia havia crescido cercada pelo mimo e pelo carinho de todos. Tinha um jeito vivo, alegre e extrovertido.

Parada bem no meio da sala, ela começou a cantar para a família inteira.

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