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Ela é o Oceano, Eu Sou o Náufrago romance Capítulo 725

Leandro foi primeiro cumprimentar o pai e trocar algumas palavras com os anciãos das famílias tradicionais. Depois, dirigiu-se para o lado da mãe.

Larissa havia enviado uma mensagem ao filho avisando que Marília também viria naquele dia.

Assim que viu o filho se aproximar, Larissa fechou a expressão e o alfinetou:

— Ora, o senhor ocupado... ver você já virou raridade!

Leandro a chamou de "mãe" e, em seguida, cumprimentou todas as mulheres presentes. Madalena não lhe deu a menor atenção, mas as demais ficaram visivelmente surpresas e até lisonjeadas, já que era a primeira vez que Leandro tomava a iniciativa de falar com elas.

Parecia até que o sol tinha nascido do lado errado!

A Sra. Beatriz lançou um olhar para o rosto frio como gelo de Madalena e perguntou com um sorriso:

— Em um dia tão importante, por que você não trouxe a Helena para dar os parabéns ao seu pai?

O ambiente ao redor esfriou imediatamente.

Leandro não viu Marília e, ao ouvir aquilo, franziu a testa. Estava prestes a responder quando a Sra. Beatriz continuou:

— Eu estava aconselhando a sua mãe. Disse a ela que você já está nessa idade e que já deveria ter um filho! Mas ela... é tão teimosa. Se você gosta da Helena, é porque a moça deve ser boa. Ela deveria confiar no seu julgamento. Não pode atrapalhar a sua felicidade para sempre. Como mãe, não pode ser tão egoísta. Mesmo sendo filha da Eulália, uma coisa não tem nada a ver com a outra. Se a mãe não presta, não quer dizer que a filha tenha culpa. A menina também é digna de pena, não escolheu os pais que tem. Você não acha que estou certa?

Ao ouvir aquela enxurrada de absurdos, Larissa quase explodiu de raiva.

— Beatriz, pode falar um pouco menos?

A Sra. Beatriz percebeu que Larissa se irritara ao ouvir seu nome, mas, como era convidada naquele dia, continuou a provocar:

— Só estou com medo de você acabar estragando de vez a relação com o seu filho. Na nossa idade, já deveríamos estar aproveitando a vida com tranquilidade. Você não pode impedir o Leandro de se casar com a mulher que ele ama por causa da Madalena. Isso não é justo com ele!

— Eu e a Helena não temos esse tipo de relação!

O rosto de Leandro se fechou.

— Como não têm? Não dizem que vocês são o primeiro amor um do outro? Você comprou um colar de cinquenta milhões para ela, e a Marília nunca recebeu esse tratamento. A Amélia até disse que viu vocês dois entrando juntos em um hotel... — Antes de terminar, a Sra. Beatriz cobriu a boca e sorriu de forma constrangida. — Ah, vejam só, eu falo demais... sou assim mesmo, não consigo guardar nada. Não levem a mal!

Madalena soltou um riso frio:

— Se é bondade ou veneno, você mesma sabe.

A Sra. Beatriz respondeu com um sorriso:

Atilio também saudou a todos com educação.

Filho da Sra. Palmira, era conhecido por todos. Ao vê-los chegar juntos, olhares curiosos começaram a surgir. Afinal, há pouco Larissa havia dito que Madalena viria com a filha, mas, no fim, Madalena apareceu com a Sra. Palmira.

E agora Marília chegava junto com o filho dela. Era inevitável que surgissem especulações.

— Marília, por que vocês dois vieram juntos? — A Sra. Amália perguntou de forma casual.

Marília respondeu com naturalidade:

— Nossos locais de trabalho ficam perto, então viemos juntos.

— É mesmo?

Diante do olhar desconfiado da Sra. Amália, Madalena, sabendo da proximidade dela com Beatriz, falou friamente:

— Atilio é o namorado da Marília agora.

Madalena só tinha descoberto havia dois dias que a filha estava namorando Atilio. O relacionamento ainda era recente e não era exatamente algo que ela pretendia anunciar. Mas, ao ouvir Beatriz depreciar Marília, não conseguiu conter a irritação.

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