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Ela é o Oceano, Eu Sou o Náufrago romance Capítulo 730

Raulino lançou um olhar ao redor e, erguendo uma sobrancelha, perguntou:

— Leandro não veio?

Antes que Daniel respondesse, alguém ao lado riu:

— Ele chegou cedo. Estava aqui ainda há pouco.

— Vou falar com ele.

Raulino estava de ótimo humor; tanto o tom quanto a expressão não demonstravam qualquer ressentimento, como se ainda fossem amigos.

Ao ouvir que ele iria procurar Leandro, Helena tentou acompanhá-lo, mas ele soltou sua mão:

— Vá se divertir por ali.

Ele inclinou o queixo na direção do grupo de convidadas e seguiu sozinho.

Helena avistou a mãe de Leandro. Pensou por um instante e decidiu ir cumprimentá-la:

— Sra. Larissa.

Vestida com um traje branco perolado e um colar de pérolas, com o pescoço erguido com elegância, ela exalava classe e sofisticação; quem não soubesse de nada certamente a elogiaria.

Mas Larissa não lhe deu a menor atenção. Nem sequer lhe lançou um olhar, continuando a conversar com Madalena ao lado.

As outras pessoas, naturalmente, não ousavam desagradar Larissa e também ignoraram Helena.

Diante daquele desprezo, Helena sentiu a irritação crescer, mas conteve qualquer reação. Como se nada tivesse acontecido, virou-se e saiu.

Ao deixar o salão, não sabia onde encontrar Leandro. Como acabara de chegar, também não podia ir embora, então passou a caminhar pelo hotel. Quando viu a placa indicando o banheiro, já ia mudar de direção, mas então percebeu, no fim do corredor, uma figura familiar.

Leandro estava junto à janela, um cigarro entre os dedos, olhando para uma foto no celular: a imagem de duas pessoas entrando de mãos dadas em um cinema, com o semblante sombrio.

Passos ecoaram atrás dele, seguidos pela voz de uma mulher, ao mesmo tempo animada e cautelosa:

— Leandro.

Capítulo 730 1

Capítulo 730 2

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