Capítulo 1
Dominic
Acordei com a sensação desagradável de que meu cérebro estava sendo martelado pelo interior do meu crânio. O culpado? O som insuportável do celular vibrando e tocando freneticamente sobre a madeira da mesa de cabeceira, em um ritmo que parecia projetado por engenheiros para causar dor física.
Resmunguei contra o travesseiro, tateando o móvel às cegas até encontrar o aparelho. Nem me dei ao trabalho de abrir os dois olhos; apenas espiei com a pálpebra esquerda nojenta de sono o nome que brilhava no visor.
Marcelo
Levei o telefone ao ouvido.
— Alô? — minha voz saiu parecendo a de um urso que acabou de ser acordado no meio da hiberdação. Arrancada do fundo do peito.
— Dom? Cadê você, porra?! — a voz de Lucas estalou no meu tímpano, sem um pingo do respeito que um homem de ressaca merece.
— Logo de manhã xingando? O que foi, o café acabou ou a sua vida continua uma lástima?
— Estou falando seríssimo, cara — Dominic soltou um suspiro frustrado do outro lado da linha, e eu pude ouvir claramente o burburinho de passos apressados e o barulho de louça ao fundo. — Sua avó está aqui. Ela chegou faz vinte minutos e já fez dois secretários chorarem e ameaçou demitir o chefe da segurança por causa da gravata dele. Ela está uma fera.
Soltei um grunhido pesado, passando a mão livre pelo rosto para tentar espantar a névoa do álcool da noite anterior.
— Fala pra ela que tive uma emergência corporativa.
— A única emergência que você tem é o seu senso de responsabilidade, que morreu faz dez anos. Vem logo pra cá antes que ela me faça limpar os sapatos dela com a minha própria camisa.
— Já estou indo — resmunguei, desligando antes que ele pudesse começar outro sermão sobre profissionalismo.
Foi só quando joguei o celular de volta no colchão que me dei conta do peso extra ao meu lado. Olhei para a direita e me deparei com uma cascata de cabelos loiros espalhados pelo travesseiro de seda e um par de pernas compridas entrelaçadas nos lençóis bagunçados.
Essa era a nossa terceira noite. A saideira. E, francamente? Eu não era idióta a ponto de recusar uma oferta daquelas.
— Vinte minutos — avisei, inclinando a cabeça para trás no travesseiro. — E nem um segundo a mais.
— O suficiente pra te fazer esquecer até seu próprio nome, Scott — ela piscou, descendo pelo colchão.
Samira não perdeu tempo. Com os olhos fixos nos meus, suas mãos ágeis e macias envolveram a base do meu pau, que respondeu quase instantaneamente ao toque aquecido dela. Ela inclinou a cabeça, passando a ponta da língua devagar pela extensão, subindo da base até a cabeça, um movimento torturante de tão lento, feito puramente para me testar.
— Você gosta de provocar, não gosta? — murmurei, dando uma risada rouca enquanto assistia à cena.
Ela não respondeu com palavras. Em vez disso, abriu a boca e envolveu a glande com os lábios carnudos, sugando com uma pressão deliciosa que me fez soltar um palavrão baixinho. A sensação de sua boca quente em contraste com o ar frio do quarto fez meu corpo todo tencionar.
Com uma lentidão exasperante, ela foi descendo mais, engolindo centímetro por centímetro até que minhas paredes abdominais se contraíssem.

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