— Contanto que você sempre queira estar comigo, o resto não me importa.
A voz de William soou firme e decidida, transmitindo a Deise uma profunda sensação de segurança.
Bem no momento em que Deise ia tomar a iniciativa de beijá-lo novamente, William lhe fez uma pergunta com súbita seriedade:
— A propósito, a minha mãe foi te procurar hoje, não foi?
Deise piscou, surpresa, e inclinou a cabeça.
— Como é que você sabe de tudo? Por acaso está me seguindo?
— Não pode ser apenas a nossa sintonia perfeita?
William brincou.
Na verdade, não era Deise quem ele havia mandado seguir.
E sim a sua própria mãe, Yasmin.
Dizer que mandou segui-la talvez fosse um exagero. O fato era que, após a última conversa no escritório, ele ficou um tanto apreensivo, temendo que Yasmin fosse se encontrar pessoalmente com Deise, e por isso pediu a alguém que ficasse de olho nos passos dela.
Como ele havia previsto, Yasmin realmente foi atrás de Deise.
— A minha mãe não te tratou mal, tratou?
Uma sombra de preocupação despontou no rosto de William.
Embora Yasmin não fosse o tipo de pessoa irracional.
No entanto, o instinto materno falava mais alto. Como ela havia descoberto sobre o seu ferimento a bala através de Nilda Pinto, era inevitável que Yasmin perdesse o seu habitual discernimento frio.
William não queria ver a própria mãe fazendo nada que pudesse machucar a mulher que ele amava.
Deise manteve o olhar fixo em William.
Aquela era a primeira vez que via William com uma expressão tão carregada de aflição.
— Como assim? Eu nem me casei com você ainda e você já está se preocupando com a relação entre nora e sogra?
Deise comentou, deixando que um sorriso descontraído iluminasse o seu rosto.
— Fique tranquilo! Você deveria ter mais confiança na sua própria mãe, e também deveria confiar em mim.
Ao ouvir as palavras de Deise, o enorme peso que oprimia o coração de William finalmente desapareceu.
— A sua mãe foi muito gentil. Ela até me deu o cartão de visitas dela e disse que eu poderia entrar em contato se precisasse de algo!
Observando a postura calma e confiante de Deise, William percebeu que a conversa entre ela e a sua mãe deveria ter sido bastante agradável.
Ele havia sofrido por antecedência.
Pensando bem, Deise sempre foi o tipo de pessoa que conquistava o carinho de todos.
Diferente dele.
William abriu os olhos, revelando um brilho de pura malícia em seu olhar.
Deise obedeceu.
Contudo, ficar ali, completamente nua sobre o corpo dele, a deixava no mínimo um pouco envergonhada.
William notou as bochechas dela corarem.
— Deixe-me abraçá-la só mais um pouquinho.
— Eu fiquei em cima de você a noite inteira, não está me achando pesada?
— De jeito nenhum... Eu preferiria que você ficasse em cima de mim pelo resto da vida.
— Mas que pouca vergonha é essa logo de manhã?
Deise não conteve a risada diante da ousadia de William.
Os dois ainda trocaram mais algumas carícias na cama antes de finalmente se levantarem.
Era dia de folga, então não precisavam ir à empresa.
Enquanto se vestia, Deise virou-se para William e sugeriu:
— A propósito, William, você tem tempo livre hoje? Vem comigo a um lugar.

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