Os lábios de Deise se curvaram em um sorriso irônico.
— Eu sei que você não acredita em mim, mas, de mulher para mulher, eu só não quero te ver afundando cada vez mais.
A fala de Nilda saiu carregada de uma falsa emoção sincera, acompanhada de suspiros.
Deise franziu o cenho.
O teatro de Nilda naquele momento estava passando dos limites da compreensão.
— Já dei o meu aviso, daqui para frente, é com você... De qualquer modo, se puder evitar trabalhar com a Bio Universo, evite. Do contrário... não diga que eu não avisei quando o pior acontecer.
Após soltar a frase friamente, Nilda levantou-se.
Deise não a impediu, tampouco pediu para que ficasse.
Apenas observou Nilda dar as costas e caminhar, desaparecendo gradativamente do seu campo de visão.
Do lado de fora do bar.
O imponente Rolls-Royce Phantom preto já a aguardava.
Nilda entrou no carro.
No momento em que a porta bateu, um sorriso presunçoso aflorou em seus lábios.
Ela sentiu...
Que aquilo já seria o suficiente.
A semente da dúvida fora plantada na mente de Deise.
Assim, Deise desconfiaria da Bio Universo cada vez mais.
Quando essa desconfiança atingisse o ápice, Nilda encontraria uma oportunidade para desmascarar William diante de Deise.
Dessa forma, Deise e William se tornariam inimigos mortais.
Nilda abriu um largo sorriso, mordiscando a unha do polegar com deleite.
O gosto amargo da traição e de um coração partido...
Ela faria questão de que Deise degustasse essa dor até a última gota!
Enquanto o Rolls-Royce desaparecia na noite, Deise pediu mais uma bebida no balcão.
Dessa vez não era álcool, e sim um suco de frutas colorido.
Ela bebeu em silêncio, imersa em pensamentos, sem relaxar a testa contraída.
Foi quando seu telefone tocou; era William.
— Amor, a essa hora, vai mesmo me deixar aqui sozinho sentindo a sua falta?

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