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Divorciei-Me e Casei com o Homem Mais Rico romance Capítulo 435

De repente, Deise apertou a própria barriga e começou a gritar de dor.

— O que foi, Diretora Paiva?

O Dr. Costa, vendo as feições de Deise contorcidas pela dor, não pôde deixar de ficar preocupado.

— Minha barriga está doendo muito... talvez... eu tenha comido algo estragado ou gelado no avião...

Deise fez o máximo possível para que o seu teatro de dor parecesse genuíno.

— E-e o que fazemos agora?

Era a primeira vez que o Dr. Costa se deparava com esse tipo de situação, e ele estava completamente sem saber o que fazer.

— Ei, com licença, tem algum banheiro por aqui perto?

— No meio do nada? De onde ia surgir um banheiro?

— Então... eu não... não vou conseguir segurar muito tempo...

Deise segurava a barriga com uma das mãos, enquanto batia na porta do carro com a outra; claramente em desespero absoluto, sem conseguir se conter.

Danilo lançou um olhar pelo espelho retrovisor para Deise, que estava sentada no banco de trás, e seu rosto escureceu ligeiramente.

Em seguida, ele lentamente encostou a van no acostamento.

— Obrigada! Desculpe dar tanto trabalho a vocês...

Deise dizia isso enquanto curvava as costas, descendo do carro com visível dificuldade.

— Vá atrás dela.

Deise escutou Danilo dizendo isso para um dos homens na van, o seu tom de voz exalava a aura de quem dá as ordens.

Deise virou a cabeça de imediato, revelando uma expressão embaraçada.

— Ahn... Eu vou fazer as minhas necessidades, e ele é um homem...

— É muito fácil se perder por aqui. Você não conhece o lugar, e, já que o céu está tão escuro agora, seria mais seguro ele ir com você.

Observando o sorriso cínico de Danilo, Deise soube que ele a faria ser vigiada de qualquer maneira.

— Tudo bem, então...

Fingindo a dor de estômago, Deise caminhou para as profundezas do bosque até encontrar uma árvore com tronco bem espesso.

— Eu vou me aliviar por aqui! Por favor, fique um pouco mais distante, afinal de contas, eu sou uma mulher...

E esse instinto gritava com Deise, avisando que, de qualquer jeito, ela tinha de descer daquela van.

Dizendo que, não importava como, ela tinha que fugir.

Num momento como aquele, Deise estava muito grata por ter um senso de direção muito bom.

E estava ainda mais grata por ter tido aquela refeição com Susana antes de voar para o México, e por ter escutado o que ela disse sobre a situação das duas grandes forças armadas locais.

Deise corria para o oeste.

Ela não fazia a menor ideia de qual seria a distância segura.

Tudo o que sabia era que, se não parasse de correr para oeste, inevitavelmente chegaria ao território da Boiúna Grande.

E, no instante em que ela alcançasse a área da Boiúna Grande, os homens que queriam machucá-la pensariam duas vezes antes de fazer qualquer coisa precipitada.

Acima de sua cabeça, o céu noturno estava escuro como tinta.

Movida apenas por adrenalina, Deise correu por muito, muito tempo. Tão exausta que o fôlego faltava, suas pernas fraquejaram e ela quase despencou no chão.

Ela esmurrou suas próprias pernas para se forçar a continuar correndo, mas o seu corpo já havia chegado ao limite do que podia suportar.

A sua velocidade foi diminuindo cada vez mais. E então, logo quando Deise viu o que pareceu vagamente ser uma construção na frente dela, alguém de repente a abraçou com força por trás.

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