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Divorciei-Me e Casei com o Homem Mais Rico romance Capítulo 269

— Por que eu aceitaria de volta um lixo que não se contenta com o que tem na mão e fica cobiçando o prato alheio? Eu sentiria nojo.

— Ouvir você dizer isso me deixa aliviada. Lixo deve ir direto para a lixeira.

— É por isso que Palmiro e Victória... nasceram um para o outro.

Assim que Deise terminou de falar, viu Susana erguer o copo de milkshake.

— Um brinde a isso!

Deise soltou uma risada contida e bateu seu copo no dela.

— Pode virar, eu vou no meu ritmo.

Susana riu também e, levando o desafio a sério, bebeu o milkshake inteiro em um único e longo gole, sentindo uma satisfação indescritível no peito.

Enquanto isso, Palmiro chegava ao Imperial Verde, segurando um enorme buquê de flores.

Aquele lindo buquê de rosas frescas fora comprado especialmente para Victória.

Com a mente mais fria, ele percebeu que talvez tivesse sido duro demais com ela no shopping.

No passado, ele já havia saído para fazer compras com Deise e Victória juntas, e sempre fazia questão de comprar coisas para ambas, para não desagradar a nenhuma.

Mas hoje ele havia sido provocado.

Afinal, nenhum homem no mundo suportaria ver a própria esposa ser alvo constante da cobiça de outros homens.

Ao chegar em casa, Beatriz já estava dormindo.

No entanto, Victória continuava acordada.

Ao ver o buquê imenso que Palmiro lhe estendia, Victória desdenhou com uma risada fria:

— Bateu de cara na porta com a Deise, e agora lembrou de tentar me agradar? Deixe-me te dizer uma coisa, Palmiro: eu, Victória, não sou tão barata assim!

Com um movimento brusco, ela atirou as flores no chão.

Aquela noite, aos olhos de Victória, fora a experiência mais humilhante de toda a sua vida.

Primeiro, fora esbofeteada em público pela amiga de Deise. Logo depois, Palmiro chegou e, em vez de defendê-la e cobrar justiça, ainda ajudou a esposa a roubar o vestido que ela queria.

A visão dele bajulando Deise foi o suficiente para lhe dar náuseas.

E, depois de engolir tamanha humilhação, ele achava que a silenciaria apenas com um mísero buquê de flores?

— Se você não me mostrar que realmente se importa, amanhã mesmo pego a Beatriz e volto para a Cidade Branca!

A ameaça saiu cortante e decisiva dos lábios de Victória.

O silêncio reinou absoluto na sala de estar.

Em total contraste com a histeria de Victória, Palmiro permaneceu inusitadamente calado.

Seu olhar abaixou-se, fixando-se nas flores jogadas no chão.

Ao vê-lo daquele jeito, Victória não conseguiu esconder o triunfo em seu íntimo.

Ela sabia que ele jamais conseguiria viver sem ela.

Mesmo que Palmiro fosse orgulhoso e tivesse favorecido Deise apenas para não sair perdendo em uma disputa de egos.

No fundo do coração de Palmiro, ela sempre seria o seu único e verdadeiro amor.

Bastava ela ameaçar ir embora, para ele fazer de tudo para que ela ficasse.

Um sorriso vitorioso despontou nos lábios de Victória.

Foi então que Palmiro ergueu os olhos.

— Você tem razão... É melhor que volte para a Cidade Branca para esfriar a cabeça...

Ao ouvir as palavras dele, Victória ficou paralisada.

O que Palmiro estava dizendo?

Ele estava mandando ela ir embora?!

Piscando os olhos incrédula, ela quase duvidou da própria audição.

Encontrando o olhar chocado de Victória, Palmiro manteve a expressão impassível. Ficava claro que não era uma decisão por impulso, mas o resultado de muita reflexão.

— Volte para a Cidade Branca! Mas a Beatriz não precisa ir, ela pode continuar aqui para terminar a pré-escola. Eu e a Deise podemos cuidar dela.

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