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Diamantes e Cicatrizes romance Capítulo 734

Quando Eduarda estava prestes a dizer algo mais, Augusto apenas assentiu com a cabeça: — Fique tranquila, não passarei dos limites. É apenas uma conversa, aproveito para esperar você.

— Tudo bem. — Eduarda subiu as escadas. E foi só depois que a sua silhueta desapareceu atrás de uma porta que o sorriso no rosto de Augusto se dissipou por completo, sem deixar vestígios.

Augusto olhou novamente para Cícero e disse: — Vamos conversar?

— Vamos para o meu escritório. — Cícero tinha algumas ressalvas. Ele não queria que o que quer que ele e Augusto conversassem fosse ouvido por Eduarda, provocando o seu descontentamento.

No escritório, no andar de cima, depois de convidar Augusto a se sentar, o próprio Cícero preparou o chá. A densa fumaça quente se elevava da mesa de chá. Os dois se observavam através da névoa. De um lado, um já era naturalmente imponente; do outro, alguém escondia deliberadamente a sua própria agressividade.

Cícero derramou o chá quente que havia preparado em uma pequena xícara e a entregou a Augusto em uma postura de notável humildade.

— Fique longe da minha irmã, não a incomode mais.

Assim que a xícara de chá foi pousada, as palavras frias e implacáveis de Augusto vieram a seguir.

Cícero fez uma pequena pausa e, então, como se não tivesse ouvido nada, como se não tivesse sido minimamente afetado:

— Sr. Barbosa, receio não poder agir conforme o seu desejo nesse assunto.

Cícero soltou uma risada curta: — Podemos negociar qualquer coisa a qualquer momento, mas apenas isso está fora de cogitação. Eu quero protegê-la.

Naturalmente, Augusto também não era de facilitar as coisas: — A minha irmã não precisa da sua proteção. Tenha um pouco de autoconsciência, eu sou o irmão dela. Se acontecer alguma coisa, serei eu quem a protegerá.

O significado já havia sido dito de forma muito clara. Augusto não precisava do que Cícero chamava de proteção.

— Mas a Eduarda é a minha esposa. Comparados à sua família biológica, nós dois e o Arthur formamos uma nova família, e eu tenho a obrigação de protegê-la.

Augusto acabara de pegar a xícara de chá e, naquele momento, a colocou diretamente sobre a mesa de chá com tamanha força que o atrito gerou um som oco e abafado.

— Está me dizendo que a Eduarda deve traçar um limite entre mim e ela? E você, quem acha que é?

Capítulo 734 1

Capítulo 734 2

Capítulo 734 3

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