Augusto permaneceu ali em pé sem dizer nada. Em vez disso, lançou o olhar para o alto, em direção ao rosto do pai daquela criança.
Cícero não falou nada no início. Quando percebeu a situação, pediu para Arthur pedir desculpas a Augusto.
— Arthur, escute a sua mãe, você não pode ser mal-educado. — Cícero acariciou o cabelo dele, fazendo-o dar um passo à frente. — Este também é o seu tio. Venha cumprimentá-lo.
Arthur claramente não conseguia entender por que aquele ali também era seu tio.
— O tio não é o irmão da mamãe? Ele não é. — Arthur fez um biquinho, obviamente relutante em obedecer tão facilmente.
Cícero se ajoelhou sobre uma perna, mantendo-se na mesma altura dos olhos de Arthur.
— Não é apenas o irmão mais novo da mamãe; o irmão mais velho da mamãe também é o seu tio. Ele é o irmão da sua mãe. Chame-o de tio Augusto.
Quando Arthur parecia estar prestes a dizer algo, viu que a expressão de Cícero começava a mudar, então não ousou questionar mais nada.
Ele caminhou a passos lentos e relutantes, puxando a bainha da camisa, em direção ao homem estranho à sua frente.
— Tio Augusto... Ué? Você e a mamãe têm o mesmo sobrenome. Será que você realmente é o meu tio?
Arthur pareceu ter finalmente compreendido alguma coisa e falou em tom de dúvida.
Augusto deu uma risada de escárnio, sentindo-se profundamente impotente diante da lógica daquela criança.
— Na próxima vez que me vir, seja o primeiro a me cumprimentar. Caso contrário, não terei o mesmo bom temperamento que a sua mãe tem, ouviu bem, moleque?
A imponência que emanava de Augusto não era notada apenas pelos adultos; até uma criança de poucos anos podia senti-la.
Arthur ficou com um pouco de medo dele e logo se escondeu novamente atrás de Eduarda.
— Mamãe, estou com medo. — Arthur murmurou baixinho como um mosquito, atrás dela.


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