A eficiência e rapidez de Cícero eram inegáveis.
— Sr. Machado, já marquei o encontro com Augusto Barbosa da família Barbosa, conforme o senhor pediu. O local é uma sala executiva privativa no Royal Emerald Hotel. Ele estará lá às nove da manhã de amanhã. Por favor, peço que o senhor e a sua esposa não se atrasem, ele é um homem muito exigente e não é fácil de lidar.
— Entendido.
Cícero desligou o telefone e encarou a porta fechada do quarto lá no andar de cima por um bom tempo.
O administrador da casa se aproximou carregando uma bandeja com chá e parou ao lado dele.
— Senhor, estou levando um chá calmante para a senhora dormir melhor. Quer que eu lhe dê algum recado?
— Não precisa. — Cícero pegou a bandeja das mãos dele. — Eu mesmo levo.
— Senhor, deixe-me levar. Como posso deixá-lo fazer isso?
Com um simples olhar, Cícero o dispensou:
— Vá fazer suas outras coisas. Se não tiver nada, vá descansar. Eu me ocupo disso.
O administrador observou Cícero subir, bater na porta e, após a permissão dela, entrar no quarto.
Uma empregada que estava por perto comentou:
— O senhor mudou tanto por causa da esposa! Ele nunca foi assim no passado. Agora vive cedendo para ela, isso é ótimo!
O administrador concordou com a cabeça:
— É verdade. Se o senhor tivesse tratado ela assim desde o começo, não teriam passado por tantos problemas.
— Ah, de que adianta falar disso agora? As coisas já são o que são. É melhor torcermos para que eles se deem bem, para que a gente também tenha mais paz na casa.
— Não sei não. A senhora não parece muito a fim de voltar. Ela continua meio fria e distante. Difícil dizer.


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