Eduarda o observou por um momento antes de desviar o olhar.
— De quanto tempo você precisa para contatá-lo? — ela perguntou.
Cícero parou o carro no sinal vermelho:
— Depende de você. Pode ser na hora que preferir.
Eduarda não tinha motivos para duvidar da capacidade dele.
— Quero vê-lo amanhã de manhã.
— Sem problema. Mas... — Cícero hesitou por um segundo e continuou. — O Augusto não é fácil. Ele não costuma se encontrar com qualquer pessoa. Eu vou com você amanhã, aí com certeza ele vai comparecer.
Ela respondeu, num tom indiferente:
— Obrigada, Sr. Machado. Vou usar da sua influência.
Era nitidamente uma provocação. Cícero não respondeu, mas sentiu uma pontada de dúvida.
— Por que quer se encontrar com ele? O Augusto Barbosa é a pessoa mais excêntrica de Porto de Safira, quase ninguém consegue se aproximar dele, e os Barbosa não costumam ter muito contato com...
— Os Barbosa?
Num instante, Cícero pareceu entender.
Ele virou a cabeça para olhar para Eduarda, chocado:
— Você e o Augusto... Vocês são...
Ela deu um sorriso amarelo:
— Talvez sim, talvez não. Só vou saber quando encontrá-lo.
— Então você só foi visitar sua mãe para perguntar sobre isso, e ela te deu a resposta.
— Não. Ela só me xingou de tudo que é nome.
— Você...
— Esquece. Não quero falar sobre isso. Você ainda vai pro hospital? Se for, pode me deixar aqui. Quero voltar e descansar. — Eduarda inclinou a cabeça, sem vontade de pensar naqueles assuntos irritantes.
Cícero balançou a cabeça:
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