— Em Porto de Safira, a elite é liderada pela família Machado, que controla quase todas as artérias comerciais da cidade. Eles são a verdadeira definição de dinheiro antigo. Depois vêm as famílias Wen, Ji e You, ocupando o primeiro lugar em diferentes setores. E tem mais uma: a família Barbosa. Eles não focam no comércio. Antigamente, tinham um histórico especial e uma fortuna colossal, o que os colocou entre a elite. O problema é que a linhagem dos Barbosa praticamente desapareceu. O único nome conhecido e vivo é o de um neto, chamado Augusto Barbosa. Dizem que ele trabalha em um departamento confidencial do Brasil, mas ninguém sabe os detalhes. Enfim, é uma família muito misteriosa e reservada, que age sempre com extrema discrição.
— Pérola, por que você se interessa tanto por essas coisas e sabe de tudo isso?
Na época, Eduarda estava tomando sopa durante aquela refeição e mal deu atenção ao que a amiga dizia.
— Ah, já que moramos aqui, é bom saber, né? Vai que um dia eu conheço alguém dessa elite? Quem sabe eu não faço amizade com algum jovem mestre ou herdeira? Não seria nada mau!
— Ai, ai, você. É melhor a gente terminar de comer e voltar para os nossos projetos. Isso sim é importante.
Eduarda só estava brincando e jamais imaginou que um dia as palavras de Pérola se tornariam realidade.
Trazida de volta aos seus pensamentos, Eduarda notou que o rosto de Teresa, através do vidro de segurança, estava ainda mais assustador.
— Que maluquice é essa?! Você saiu da minha barriga, como não é minha filha?! Se não for minha, vai ser de quem?! Aposto que você tá com nojo de mim e do Givaldo por estarmos presos e quer cortar os laços, mas não tem como! Nós sempre seremos uma família, para sempre!
Teresa parecia beirar a loucura, negando com todas as forças, mas seu estado já expunha o pânico profundo que sentia.
O coração de Eduarda deu um salto. Ela sabia que, afinal, as palavras do Sr. Adilson deviam estar certas.
Ela colocou o fone de volta ao ouvido e falou friamente:


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