Um olhar de pânico cruzou os olhos de Weleska, e a confiança com que ela o questionara momentos antes pareceu enfraquecer.
— O que você quer dizer com isso, Cícero? É... é um fato que eu te salvei naquela época, por que está perguntando isso?
Weleska se perguntou secretamente se Cícero havia realmente percebido alguma coisa.
Não devia ser possível; ela não tivera muito contato com Cícero ultimamente, então, teoricamente, ele não deveria saber de nada.
Será que Eduarda lhe dissera algo?
Não, aquela mulher não tinha perdido a memória? Seria ainda mais impossível ela se lembrar de algo assim.
Cícero encarou Weleska e viu a confusão em sua expressão.
Ele perguntou novamente: — Weleska, vou te perguntar mais uma vez: você tem certeza de que a pessoa naquela época era você?
Weleska, é claro, sabia que não era ela, mas não podia admitir.
— Eu tenho certeza. Fui eu quem arriscou a vida para te salvar do mar. Diogo, você está duvidando de mim?
O nome "Diogo" fez Cícero se perder em pensamentos por um momento.
Todos esses anos, ele nunca esquecera o nome "Diogo", o nome que sua Estrela lhe dera. Ele também nunca se esquecera de como ela iluminara seu mundo como uma estrela brilhante naqueles dias sombrios.
Cícero balançou a cabeça e suspirou silenciosamente.
— Weleska, não vamos discutir sobre isso. Eu não vou me esquecer do que você fez por mim, mas isso é diferente dos sentimentos que eu tenho pela Eduarda. Eu não quero mais fazer nada de que me arrependa.
Cícero não queria continuar com aquilo, e Weleska entendeu imediatamente o que ele quis dizer.
— Volte. Eu vou pedir que levem você e o Gildo de volta.

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